Publicado em 9 de junho de 2026 às 08:55
A teia de polêmicas envolvendo o ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso ganhou um novo e tenso desdobramento na polícia do Distrito Federal. Agora, os holofotes da Justiça se voltaram contra a esposa dele, Lauanny Faria Braier Broges, e a sogra, Moara Guimarães Faria.>
As duas foram indiciadas em um novo inquérito policial pelos crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição. A acusação aponta que mãe e filha iniciaram uma campanha virtual de ataques para silenciar uma jovem, ex-amiga da família, que vinha atuando como testemunha em processos contra eles.>
Para entender o tamanho da gravidade, a jovem que hoje sofre os ataques na internet é a mesma que expôs um histórico sombrio de agressões e abusos psicológicos que teriam sido cometidos pelo ex-piloto. Em relatos anteriores, ela detalhou situações chocantes provocadas por ele, como ter sido torturada com uma arma de choque por dez minutos enquanto ele ria, ter sido empurrada de uma lancha no Lago Paranoá e até mesmo ter sido enganada para comer um doce que o piloto havia cuspido.>
Essas revelações ganharam força após o caso de Rodrigo Castanheira, um adolescente de 16 anos que morreu após passar mais de duas semanas internado na UTI em decorrência de agressões físicas sofridas pelo piloto.>
Como a ex-amiga resolveu falar e ajudar as autoridades, a reação do outro lado veio em formato de linchamento virtual e intimidação. De acordo com o depoimento da vítima e de seu namorado, há cerca de um mês a esposa e a sogra do piloto passaram a usar as redes sociais para expor vídeos antigos da testemunha, gravados quando ela ainda era menor de idade, tentando rotulá-la como "traidora" e prejudicar sua imagem pública.>
Em mensagens enviadas diretamente à família da jovem, ameaças ficavam evidentes em frases como "reveja quem é a filha de vocês" e promessas de que mais materiais íntimos seriam vazados na internet para humilhá-la.>
O clima de perseguição fez com que a polícia e a Justiça fossem acionadas novamente, resultando no pedido de medidas protetivas de urgência. Com a decisão, Lauanny e Moara estão terminantemente proibidas de manter qualquer tipo de contato com a jovem, com seus familiares ou com outras testemunhas do caso, seja por redes sociais, aplicativos de mensagens ou aproximação física.>