Publicado em 24 de maio de 2026 às 09:07
Faltando apenas um mês para o fim do contrato, o Ministério da Saúde ainda espera por 1,57 milhão de doses de insulina, o equivalente a quase um em cada cinco frascos prometidos, ou seja, esse volume representa cerca de 20% do total de doses acertado quando o contrato foi assinado, em junho do ano passado. O atraso transformou um acordo estratégico em um nó burocrático e logístico que agora cobra explicações.>
A empresa no centro da controvérsia é a Biomm, que, em parceria com o laboratório indiano Wockhardt e a Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Minas Gerais, assumiu a missão de produzir insulina para milhões de brasileiros via Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP). O que era para ser uma história de soberania farmacêutica nacional está virando, por enquanto, um capítulo de frustração.>
Diante dos números que não batem, o Ministério da Saúde notificou formalmente a Biomm. A resposta da empresa aponta para um problema global: conflitos no Golfo e gargalos internacionais na cadeia de suprimentos. Já o governo garante que, por enquanto, não há desabastecimento nos postos do SUS.>
O timing, porém, chama atenção. Enquanto o contrato corria, a Biomm passava por uma grande turbulência nos bastidores: até abril deste ano, seu principal acionista era o fundo Cartago FIA, ligado ao Banco Master de Daniel Vorcaro. Com o recente escândalo que abalou a instituição financeira, o fundo foi liquidado, deixando a empresa em nova configuração societária no meio da entrega mais importante do ano.>
Com informações do portal Metrópoles >