Pai e madrasta são presos por esquartejar e concretar corpo de menina de 3 anos em SP

Emanuelly morreu no dia 15 de setembro. Durante dois meses, eles mantiveram a rotina e levaram uma vida aparentemente comum.

Publicado em 28 de novembro de 2025 às 20:27

Pai e madrasta são presos por esquartejar e concretar corpo de menina de 3 anos em SP
Pai e madrasta são presos por esquartejar e concretar corpo de menina de 3 anos em SP Crédito: Reprodução Redes Sociais

Um crime brutal foi descoberto na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, contra uma criança de apenas 3 anos, e os acusados são pai e madrasta da vítima.

A pequena Emanuelly foi assassinada há cerca de dois meses pelo próprio pai, Lucas Silva Souza, 29, e a companheira dele, Manoela Cristina César, 34, e foi enterrada e concretada na lavanderia da casa do casal.

O crime foi descoberto nesta quinta-feira (27) após a mãe da menina, Gabriella Cardoso Lourenço da Silva, procurar o Conselho Tutelar. A mulher, que tem problemas de saúde, relatou agressões sofridas pelos filhos enquanto viviam com o pai, que mantinha a guarda havia cerca de dois anos.

Segundo informação repassada à Polícia Civil, Manoela disse aos conselheiros tutelares que foram até a residência, que Emanuelly estava com a mãe Gabriella, o que não fazia sentido, já que a própria mãe havia pedido ajuda para localizar a criança.

Horas depois, Lucas também tentou repetir a mesma versão, mas entrou em contradição e, pressionado, confessou o crime.

Pai disse que viu madrasta esquartejar menina

Lucas afirmou informalmente que, no dia 15 de setembro, a filha ficou com Manoela enquanto ele trabalhava e, ao retornar, a encontrou “gelada” no sofá. Disse que a madrasta contou ter brigado com a menina porque ela “fez xixi na cama” e que teria “desfalecido”. No depoimento formal, Lucas acrescentou que Manoela confessou ter matado a criança e que os dois decidiram ocultar o corpo para evitar a prisão, e que no dia seguinte, em comum acordo”, o casal optou por esquartejar a menina.

O pai declarou que Manoela realizou os cortes enquanto ele “assistia e auxiliava”, como consta em relatórios da Polícia Civil. Já a mulher apresentou outra versão, dizendo que passou a tarde com a criança e que ela “estava quietinha, como se estivesse passando mal”.

Manoela afirmou ainda que, quando Lucas chegou, viu a criança quase imóvel. “Ela ainda está respirando, não faça nada”, teria alertado. Ela ainda alegou que Lucas quis “se desfazer do corpo”.

Perguntada se agrediu ou envenenou a menina, respondeu apenas que não iria falar “porque a gente [ela e Lucas] já vai pegar cadeia mesmo”.

Emanuelly morreu no dia 15 de setembro. Durante dois meses, eles mantiveram a rotina e levaram uma vida aparentemente comum ao lado dos outros três filhos. A polícia agora apura se a vítima pode ter sofrido abusos dentro da casa.