Publicado em 9 de junho de 2026 às 13:17
A proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem poucas chances de ser aceita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Nos bastidores das investigações, a avaliação é de que os relatos apresentados até agora não vieram acompanhados de provas suficientes para comprovar as acusações.>
Vorcaro já teve uma primeira tentativa de colaboração recusada pela Polícia Federal (PF) e apresentou uma nova proposta, que também enfrenta resistência entre os investigadores. Embora a PGR ainda não tenha se manifestado oficialmente, a tendência é de que o pedido seja negado.>
Segundo apuração, investigadores consideram que o ex-banqueiro não apresentou todos os fatos relacionados aos episódios que relata ou não conseguiu reunir elementos capazes de sustentar suas versões. Além disso, novas descobertas feitas durante as investigações e a análise de seu celular teriam enfraquecido parte das informações fornecidas por ele.>
Outro obstáculo é o acesso à documentação que poderia comprovar alguns dos relatos. Com a liquidação do Banco Master, Vorcaro perdeu o controle da instituição e dos documentos que agora estão sob responsabilidade de um administrador judicial.>
Apesar das dificuldades, investigadores avaliam que Vorcaro continua tentando negociar uma colaboração porque não existe prazo limite para apresentar uma delação. Caso a proposta atual seja rejeitada, ele ainda poderá apresentar novas versões acompanhadas de mais provas.>
O que pode acontecer agora?>
Preso em uma cela especial da Polícia Federal, Vorcaro aguarda uma definição da PGR, que ainda não recebeu formalmente a proposta de delação.>
Quando analisar o pedido, a Procuradoria poderá seguir três caminhos:>
* rejeitar a proposta, cenário considerado o mais provável;>
* aceitar a delação, hipótese vista como remota sem a apresentação de fatos inéditos e provas consistentes;>
* conceder mais tempo para que Vorcaro complemente as informações e apresente novos elementos.>