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S.O.S EDUCAÇÃO PÚBLICA

Em Breves, diretor municipal acusa professores de "mimimi" por cobrarem os salários atrasados desde dezembro

2019 começa com ameaças de cortes e salários atrasados na educação municipal em todo o Pará

11 Fev 2019 - 05h00Por Da Redação
Professores municipais de Castanhal entram em greve, nesta terça-feira, 12 - Crédito: ReproduçãoProfessores municipais de Castanhal entram em greve, nesta terça-feira, 12 - Crédito: Reprodução

A educação pública pede socorro no Pará e não é de hoje. Em Marituba, Breves, Curralinho, Castanhal, Altamira, entre outros tantos municípios paraenses, os professores da rede municipal de educação enfrentam uma das maiores crises da área. Salários atrasados, ameaça de corte de jornada de trabalho, e, consequentemente de salários, falta de concurso público, e a pior situação É para os estudantes, ameaça da famigerada greve, que em alguns municípios já é uma realidade em 2019.

Em Castanhal, professores começam a greve nesta terça-feira, 12. Eles fizeram uma manifestação na quarta-feira, 6, pelas ruas da cidade e em seguida ocuparam as galerias da Câmara de Vereadores, pressionando os parlamentares a se posicionarem contra o Decreto 002/2019, assinado pelo prefeito municipal Pedro Coelho, editado dia 10 de janeiro, que reduz a carga horária dos professores municipais para 100 horas. 

Os professores afirmam que a medida vai atingir as suas remunerações, que serão reduzidas em torno de 30%. Por isso, anunciaram a paralisação em tempo indeterminado, até a gestão municipal recuar. Por outro lado, o prefeito municipal afirma que gasta 40% do que arrecada com a educação e no geral, 70% da receita com a folha geral dos servidores, portanto, precisa fazer cortes de custos.

Professores cobram salário e são acusados de "mimimi de merda" por membro da gestão municipal

 A situação de Breves, no arquipélago do Marajó, é bem mais complicada. Na sexta-feira, 7, os servidores da educação pública municipal realizaram uma manifestação na Câmara de Vereadores, cobrando a intervenção do Poder Legislativo Municipal para pressionar a Prefeitura Municipal a regularizar o pagamento da categoria referente ao mês de dezembro de 2018. Nesta segunda-feira, 11, pela manhã, os servidores da educação municipal farão nova manifestação, desta vez na porta da Prefeitura Municipal de Breves.

"Esperamos que o prefeito de posicione pelo pagamento no mais tardar até sexta-feira, 15, para que possamos voltar às atividades letivas", explica o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp-Breves), Fábio Paes.

Ele ressalta, que na reunião, vários vereadores se manifestaram a favor do pagamento imediato dos servidores. Porém, a secretária municipal de Educação, Diana Amorim, sinalizou aos professores em greve, que esta semana apresentará uma proposta de pagamento do salário atrasado. A gstão municipal alega falta de recurso para pagar aos servidores.

Os professores asseguram que enquanto o município não cumprir com a responsabilidade salarial, eles não voltarão à sala de aula. Na quinta-feira, 6, um grupo de vereadores municipais enviou ofício ao prefeito municipal, solicitando a regularização de pagamento dos servidores da educação em atraso. 

Além de enfrentar a falta de pagamento, os professores estão sendo ameaçados de processo por integrantes da gestão municipal, em Breves. Na sexta-feira, 8, em grupo de whatsapp, o chefe do Departamento de Trânsito do Município, Edgar Araújo - Ouça o áudio abaixo -, postou vários áudios em um grupo de servidores municipais, onde há vários professores como membros, onde amea afirma que fez cópias das críticas à gestão municipal e ameaça processá-los.

Pra piorar, Edgar Araújo ironiza a greve dos servidores com salários atrasados, alegando que eles estão com "mimimi de merda" e de diz que o prefeito Toninho Barbosa (MDB) pagará os salários até a quarta-feira desta semana.

Todos os áudios foram divulgados pelos professores em toda a cidade, revoltando a categoria dos servidores públicos e a população local. Edgar ainda postou uma foto bebendo cerveja no mesmo grupo dos servidores municipais, ironizando a falta de dinheiro dos outros colegas, segundo denunciam os professores em greve.

Reunião do grupo de professores com vereadores na Câmara Municipal de Breves

Confira um dos áudios do dirigente municipal ameçando os professores: 

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