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Artesanato é fator de transformação para mulheres de comunidade em Carajás

16 Mai 2019 - 05h00Atualizado 16 Mai 2019 - 08h18Por da redação
Artesanato é fator de transformação para mulheres de comunidade em Carajás - Crédito: Portal Roma News Crédito: Portal Roma News

O grupo Mulheres de Barro surgiu em 2011, após seis anos de um profundo treinamento de mulheres, em um sítio arqueológico na Serra dos Carajás. Este treinamento, desenvolvido por meio de oficinas do programa de educação patrimonial, vinculado aos projetos de prospecção e salvamento arqueológico ocorridos na área do Projeto Salobo (PA), foi fator determinante para que a vida de muitas pessoas pudesse mudar.

Algumas mulheres do grupo já produziam artesanato usando sementes e outras matérias-primas, e nessas oficinas potencializaram o seu trabalho de artesãs ao aprenderem a lidar com o barro e transformá-lo em cerâmica pela química mágica da queima.

No entanto, mais do que aprender a usar técnicas de produção ceramista, essas mulheres já buscavam referências ancestrais que gerassem uma identidade visual para o artesanato produzido no local.

Mesmo infrentando o cansaço, o grupo Mulheres de Barro prosseguiu com a ideia da criação de um espaço em que pudessem produzir cerâmica, ministrar oficinas para multiplicar o conhecimento, expor e comercializar os produtos. Com o Projeto “Implantação do Centro Mulheres de Barro de Exposição e Educação Patrimonial da Serra dos Carajás", o grupo conseguiu o selo da Lei Rouanet e o patrocínio Vale para a realização do sonho e com isso, foi inaugurado o Centro Mulheres de Barro.

As “Mulheres de Barro" buscam tomar a história e a memória em suas mãos, pelas quais retomam peças ancestrais em produtos contemporâneos. A inspiração vem dos vestígios recuperados em sítios arqueológicos localizados na Serra dos Carajás.

Esses vestígios, materializados em formas diversas, sejam pela utilização de figuras antropomorfas, zoomorfas, ou pelos grafismos puros, são naturais de povos que habitaram as proximidades do rio ltacaiunas e seus afluentes há pelo menos seis mil anos. Neste rio, o Museu Paraense Emílio Goeldi realizou pesquisa arqueológica em convênio com a VaIe.

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