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SEGURANÇA PÚBLICA

Comandante da PM anuncia nova operação de repressão ao crime no aniversário de Belém

PMs que atuam fora dos quarteis e no setor administrativo serão reintegrados às ruas

10 Jan 2019 - 05h00Por Aline Brelaz
Cel Dilson Júnior anuncia nova operação de repressão crime para o dia 12 - Crédito: Cristino Martins - Agência ParáCel Dilson Júnior anuncia nova operação de repressão crime para o dia 12 - Crédito: Cristino Martins - Agência Pará

Mais de mil policiais militares - cerca de 10% do efetivo -, estão fora dos quarteis no Pará, servindo aos órgãos, como Tribunal de Justiça do Estado, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Contas dos Municípios, Assembleia Legislativa, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), entre outros. "São policiais que poderiam estar nas ruas, mas estão cedidos para outros órgãos" explica o comandante da Polícia Militar do Pará, coronel Dilson Júnior, que assumiu a missão de comandar a corporação e reorganizar a tropa para combater a criminalidade de forma efetiva.

Ele assegura, que a determinação do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) é viabilizar o maior número de PMs no policiamento das ruas. O exemplo, conta o coronel, já foi dado na Casa Militar, que tinha um efetivo de mais de 150 policiais, mas foi reduzido para 75 PMs, que atuam no local. É um exemplo que segundo o comandante da PM, deve ser seguido pelos outros órgãos.  

O comandante esclarece, que a PM vai continuar com as operações, só que agora de maneira mais coordenada, atuando com ações de repressão em 36 municípios, que concentram os maiores índices de criminalidade do Estado, em todas as regiões.

As operações são focadas nestas localidades e segundo o comandante da PM, Belém, Ananindeua, Abaetetuba, Castanhal e Marabá, são os cinco com maiores índices de criminalidade do Pará em número de roubos e homicídios.

Dia do aniversário de Belém será lançada a operação PM Presente

A primeira operação, denominada Gênesis, foi desencadeada dia 2 de janeiro, onde a cúpula da segurança pública estadual aponta  como resultados, a redução de 13% dos homicídios e mais de 60% dos roubos. No próximo fim de semana, dia 12 - aniversário de 403 anos de Belém -, será lançada a próxima operação denominada PM Presente, na Doca de Souza Franco, próxima ao porto do Futuro, onde as equipes de policiais serão concentradas. 

Serão utilizadas viaturas administrativas, que não eram usadas nas ruas para operações, além do efetivo administrativo da PM, que será integrado às operações nas ruas para repressão ao crime. "Será um aumento do efetivo da nossa presença nas ruas", anuncia o comandante da PM.

Serão 60 viaturas com equipes de três policiais, cada, somando 180 homens da Polícia Militar na repressão ao crime nas ruas da capital e Região Metropolitana, durante o turno das 17h às 23 horas, onde os registros de ocorrências mostram que é o período do dia que mais ocorrem crimes.

Concurso Público - A previsão na Lei de Fixação do Efetivo é de que a tropa da PM do Pará deveria alcançar desde 2006,  31.757 policiais. Atualmente, é composta por 16 mil policiais, portanto, um déficit de 50% do efetivo. Para diminuir essa defasagem da tropa, o comandante afirma, que já há o compromisso do governador eleito, Helder Barbalho (MDB) para incluir por ano, 1.800 policiais, o que daria em quatro anos, 7,2 mil novos policiais. "Até o final do primeiro semestre deste ano, deverá sair o edital para recomposição do efetivo da PM", afirma o comandante.

S.O.S - Uma preocupação do comandante também é o alto índice de policiais militares vitimados por homicídios ou latrocínio. Somente em 2018, 45 policiais foram assassinados, alguns em operação, outros em outras situações. Entre as ações desencadeadas, será lançado o aplicativo S.O.S PM, feito por policiais do Centro de Telecomunicações da própria PM, que possiblitará, segundo o comandante, o cadastramento de vários PMs. "Em situação de risco, o policial poderá solicitar uma ronda de viatura ou mesmo acionar o botão de pânico, que imediatamente os policiais em serviço ou mesmo de folga, que esteja num raio de dez quilômetros deste local receberão alerta de pânico", explica o coronel. Ele acredita que dará uma melhor segurança aos próprios policiais da ativa e da reserva, também.

Sensação de Segurança - Um dos primeiros atos do governador foi pedir o reforço da Força Nacional para ajudar na redução da criminalidade no Pará. Dia 2 de janeiro, Helder Barbalho enviou ofício ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, solicitando o envio para o Pará de 500 homens da Força Nacional. Porém, o governo estadual ainda não obteve a resposta do governo federal.

Coronel Dilson Júnior, explica que tanto a população paraense, quanto a cúpula da Segurança Pública no Pará, quer uma segurança real, não apenas uma sensação de segurança. "Essa segurança real será conquistada, quando conseguirmos implantar o programa Território de Paz nas áreas mais populosas e com maiores índices de criminalidade, a partir das forças de segurança ocupar os bairros mais críticos e permitir que os serviços públicos cheguem às comunidades. Por exemplo, as correspondências pelas correios, que a Cosanpa possa entrar para fazer serviços, a saúde pública funcionar. Isso será mais palpável à população essa melhoria, logicamente que não será do dia para a noite. Vai ser um trabalho árduo, entendemos que não é fácil, mas estamos trabalhando para alcançar", assegura o comandante.

Moradia - Uma das medidas, que na visão do novo comandante da PM, deverá ajudar no aumento da produtividade dos policiais, é o programa de moradia para a tropa, elaborado para ser implantado em áreas adquiridas pela PM anteriormente, que vai possibilitar a construção de conjuntos habitacionais para os policiais militares, começando ainda neste semestre. Os residenciais serão implantados em Belém, Ananindeua, Marabá e Santarém. "Dará uma melhor qualidade de vida ao policial aos praças e também aos oficiais". 

Remuneração - "Estamos encerrando os estudos e vamos passar para a Secretaria Estadual de Planejamento para ver a possibilidade de viabilizar em fevereiro o reajuste da tropa da Polícia Militar", afirma coronel Dilson Júnior. Mas, admite que ainda não há informação sobre a equiparação salarial do soldo dos praças.   

 

 

 

 

 

 

 

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