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Convenções partidárias se transformam em espetáculo mesmo com shows e eventos proibidos no país. Assista!

Protocolos sanitários para evitara a proliferação do novo coronavírus foram completamente ignorados durante os eventos políticos

18 Set 2020 - 09h27Atualizado 18 Set 2020 - 13h10Por redação
Convenções partidárias se transformam em espetáculo  mesmo com shows e eventos proibidos no país. Assista! - Crédito: Reprodução Crédito: Reprodução

Para evitar a proliferação do novo coronavírus e conter a aglomeração, o isolamento social foi recomendado por autoridades sanitárias. Porém, com a aproximação das eleições municipais, a medida não foi respeitada. Viu-se nos últimos dias, no Pará e outros Estados do país, que protocolos sanitários foram completamente ignorados durante as convenções partidárias. Distanciamento social, número limitado de pessoas e até o uso de máscaras, não foram considerados pela população.

Com a liberação gradual de atividades não essenciais, a vida vem voltando ao normal em vários países pelo mundo. No Brasil, não é diferente. Enquanto aglomerações são liberadas em convenções partidárias, profissionais que dependem do setor de eventos e entretenimento para sobreviver, estão impedidos de trabalhar.

A adoção de medidas como isolamento e distanciamento social impactou diretamente em vários setores que fazem a economia girar. Um levantamento feito pelo Sebrae, em abril, mostra que a pandemia do coronavírus afetou 98% do setor de eventos. Inúmeros profissionais foram afetados e enfrentam dificuldades para sobreviver.

O impacto provocado pela covid-19 também fica evidente observando o faturamento do setor. Em comparação ao mês de abril do ano passado, 62,5% da população acreditou na redução de 76% a 100% do faturamento em abril deste ano.

“O setor de eventos foi o primeiro a parar e, como já era esperado, seria o último a voltar. Porém, vemos que tudo já voltou e nós estamos parados. O poder público está vendo as convenções políticas ocorrerem e são eles mesmos que proíbem que o setor volte a trabalhar. Ou seja, eles podem aglomerar, mas nós, profissionais da área, não podemos trabalhar, gerar emprego e oferecer entretenimento para população”, diz o diretor da Roma Eventos, Giovanni Maiorana.

Confira alguns registros de convenções lotadas pelo país: 

Para 2020, eram estimados um crescimento de 6,5%. Porém, de acordo com a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), 51,9% dos eventos programados – cerca de 300 mil para 2020 – foram cancelados, adiados ou estão em situação incerta, o que representa uma perda de R$ 90 bilhões na indústria como um todo e uma demissão de aproximadamente 580 mil pessoas.

Segundo os dados epidemiológicos divulgados pelos órgãos de Saúde, tanto estadual quanto municipal, os casos estão diminuindo.

Há bares, restaurantes, ônibus, shoppings e aeroportos lotados, mas as autoridades não flexibilizaram as medidas para que as casas de shows voltem a realizar seus eventos.  Para Giovanni, a melhor forma para essa retomada, seria fazer de forma gradual. “Todos os setores estão evoluindo, menos o setor do entretenimento. Esperamos que aos poucos isso seja flexibilizado em Belém, pois não há como esperar pela vacina, vendo tudo isso que está acontecendo. Se todos os setores tivessem parado, como em meses atrás, por uma questão coletiva, tudo bem. Mas do jeito que está, o setor de entretenimento vai morrer sozinho, enquanto os outros setores seguirão trabalhando normalmente”, declara. 

A fim de contribuir para a retomada de forma segura, para quem consome e para quem trabalha com entretenimento, a Roma Eventos elaborou, junto com empresas especializadas no segmento, um protocolo que sugere recomendações para uma retomada responsável das atividades culturais no Pará.

Protocolo

Alinhado com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), governos federal, estadual e municipal, o projeto foi feito embasado em critérios e dados epidemiológicos, a partir do monitoramento da pandemia. Além disso, a partir do momento que a realização de eventos for liberada, a cadeia produtiva se compromete a aplicar todos os componentes do protocolo sugerido junto aos seus funcionários, prestadores de serviços e clientes.

Mais de 40 medidas compõem o documento e visam a segurança de clientes, profissionais e prestadores de serviços especializados no setor.

"O protocolo foi elaborado para colaborar com o poder público para contribuir com medidas sanitárias que vão contribuir para a proteção da população paraense", explica o diretor da Roma Eventos.

 

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