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MILÍCIA

MPPA realiza busca e apreensão no 5º BPM de Castanhal

PMs são acusados de integrar milícia que executou um homem em Ananindeua

16 Abr 2019 - 14h53Atualizado 16 Abr 2019 - 16h37Por Da Redação
MPPA realiza busca e apreensão no 5º BPM de Castanhal - Crédito: Reprodução Crédito: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) realizou busca e apreensão no 5º Batalhão da Polícia Militar de Castanhal, na manhã desta terça-feira, 16, a pedido da 1ª Promotora de Justiça do Tribunal do Júri de Ananindeua, Lizete de Lima Nascimento, que investiga envolvimento de policiais militares em grupos criminosos que estariam atuando, sobretudo, na Região Metropolitana de Belém (RMB).

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A busca e apreensão no quartel da PM de Castanhal é mais uma parte da Operação Anonymous e foi autorizada pelo juiz Cristiano Magalhães Gomes. A Promotoria de Justiça apura o envolvimento de políciais militares no assassinato de Walberson Nunes Dantas, que era conhecido como Tio Flora.

De acordo com informações do Ministério Público, após cautelosa análise de oito volumes de Autos Processuais, entre inquéritos policiais e anexos, a promotoria decidiu requerer a medida. A operação encerrou por volta das 13 horas e foram apreendidos livros de acautelamento de armas e HDs dentro do 5º BPM.

No inquérito policial enviado ao Ministério Público, aponta que há dez pessoas envolvidas no esquema criminoso, sendo três civis e sete policiais militares. Eles teriam participado do assassinato de Walberson Dantas no dia 19 de fevereiro de 2019, no município de Ananindeua.

Um dos fundamentos para a operação desta terça-feira é que o mandante do assassinato de “Tio Flora”, em declarações à polícia, disse que em suas folgas “labora de forma extraordinária” para o comandante do 5º BPM, tendo sido, inclusive, encontrados em sua residência armas e coletes balísticos pertencentes ao 5º BPM, os quais estariam em nome do comandante.

Primeira fase da Operação Anonymous em março prendeu vários milicianos

No dia 18 de março de 2019 foi deflagrada pela polícia a Operação Anonymous. Na primeira fase, foram analisados pelo Ministério  Público diversos pedidos de prisão, além de busca e apreensão domiciliar, autorizados pelo juiz, Cristiano Magalhães Gomes.

Vários mandados de prisão foram cumpridos. Paramilitares que formam um grupo de milicianos foram presos, sob acusação de homicídio e associação criminosa. 

Em Audiências de Custódia realizadas no Fórum de Ananindeua, presididas pelo juiz Cristiano Magalhães Gomes, a promotora Lizete de Lima Nascimento, ofereceu denúncia e pediu a prisão de três policiais militares da ativa.

Com informações do MPPA

 

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