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NOTA DE SOLIDARIEDADE

Presidente da OAB Pará repudia fala de Helder Barbalho sobre defensores dos direitos humanos

14 Fev 2020 - 11h55Atualizado 14 Fev 2020 - 12h08
Presidente da OAB Pará repudia fala de Helder Barbalho sobre defensores dos direitos humanos - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Por meio de seu presidente, o advogado Alberto Campos, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Pará, publicou nota de solidariedade à sua Comissão de Direitos Humanos, em repudio à fala do governador Helder Barbalho durante a posse dos agentes penitenciários, no Hangar, no último dia 12. Diante dos novos agentes de polícia penal empossados e de centenas de convidados, o governador do Pará incitou a plateia perguntando onde estão os defensores dos diretos humanos quando morre um agente de segurança.

Embora não cite o nome expresso do governador, na nota o presidente da OAB Pará afirma que a fala do Governo do Estado “não condiz com o que se espera da boa convivência entre as instituições, sendo a OAB um órgão secular no combate à violência, seja ela decorrente da criminalidade, seja ela perpetrada pelo Estado de forma ilegal”, diz a nota assinada por Campos.

Ele ressalta ainda a importância de defender o “papel institucional dos advogados e advogadas que vem sendo desenvolvido de forma cidadã, eficiente e constitucional frente às várias denúncias de violência dentro dos presídios e violações de prerrogativas dos advogados que têm aprofundado a crise do Sistema Carcerário do Pará”, disse Campos.

O presidente da Ordem também questiona o tom da fala do governador. “O tom usado na referida manifestação avança em uma direção perigosa da criminalização de uma atividade importantíssima para o funcionamento da democracia, qual seja, a advocacia”, diz ele.

Leia a íntegra da nota da OAB-PA

NOTA DE SOLIDARIEDADE À COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA OAB-PA

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Pará, vem a público expressar total solidariedade à sua Comissão de Direitos Humanos em relação ao papel institucional dos advogados e advogadas que vem sendo desenvolvido de forma cidadã, eficiente e constitucional frente às várias denúncias de violência dentro dos presídios e violações de prerrogativas dos advogados que têm aprofundado a crise do Sistema Carcerário do Pará.

A manifestação do Governo do Estado na posse dos agentes penitenciários, ocorrida no dia 12.02.2020, no Hangar, não condiz com o que se espera da boa convivência entre as instituições, sendo a OAB um órgão secular no combate à violência, seja ela decorrente da criminalidade, seja ela perpetrada pelo Estado de forma ilegal.

O tom usado na referida manifestação avança em uma direção perigosa da criminalização de uma atividade importantíssima para o funcionamento da democracia, qual seja, a advocacia. E isso em um momento no qual nacionalmente, cada vez mais, o governo federal incentiva o discurso do desprezo aos direitos humanos e potencializa o risco de conduzir a sociedade a um caminho desnecessário e improdutivo, colocando o Estado do Pará no mesmo patamar da política federal contra os direitos humanos e normalizando o ódio contra a advocacia que atua na área.

A OAB-PA é uma entidade independente que tem como missão a defesa da Constituição e carrega no juramento de cada integrante a defesa obrigatória dos direitos humanos, e essa nossa independência nos obriga a apontar fatos por vezes desagradáveis sem temer incorrer em impopularidade. Já a democracia, por sua vez, obriga todos os agentes públicos ao diálogo institucional e a ouvir não apenas elogios aos acertos, mas também críticas aos seus eventuais erros.

A conduta da Comissão de Direitos Humanos no acompanhamento da crise carcerária do Pará tem sido transparente, propositiva e, principalmente, tem buscado o diálogo a todo instante.

Nunca convém menosprezar o papel da advocacia, assim como deixar-se levar erroneamente por esse discurso fácil em um momento histórico no qual precisamos justamente contrapor a qualquer política de violação de direitos humanos.

Por estes motivos, a OAB-PA reforça o apoio ao trabalho da sua comissão e reafirma de forma contundente que não cabe a ninguém, muito menos ao Estado, incentivar a criminalização da advocacia e dos direitos humanos, situação esta que só convém aos que temem a democracia.

                                                          Alberto Campos

                                                                       Presidente da OAB-PA

 

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