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FINANÇAS PESSOAIS

Saiba como organizar o orçamento doméstico e minimizar os impactos da alta de preços de alimentos e combustíveis

12 Ago 2020 - 04h59Atualizado 11 Ago 2020 - 21h25
Saiba como organizar o orçamento doméstico e minimizar os impactos da alta de preços de alimentos e combustíveis - Crédito: Agência Brasil Crédito: Agência Brasil

Durante o mês de julho deste ano, o Departamento de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos do Pará (Dieese) divulgou alta de diversos produtos alimentícios e de combustíveis no Pará, essenciais para alimentação e locomoção das famílias. Na alimentação o recordista de alta foi o feijão, que só no primeiro semestre deste ano acumulou alta de 53% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas o tomate também não ficou muito atrás, com alta de 40%. Já o óleo de cozinha teve alta de 35%, e o leite de 11%.

Ao todos foram cerca de dez produtos com alta muito acima da inflação do período, entre eles ainda o pescado e o frango, com reajustes entre 8 e 11%. Os medicamentos e os combustíveis também deram sua contribuição para completar o rombo das famílias. Tiveram alta a gasolina, o óleo diesel e o gás de cozinha. Todos esses aumentos ocorreram com uma inflação medida de 0,36% no primeiro semestre deste ano.

O economista Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese do Pará, explica que o órgão monitorou muito mais produtos isolados no período da pandemia pelo fato de, em situações como essas que o mundo viveu, muitos produtos sofrem variações bruscas por conta da lei de oferta e procura, que impactam diretamente nos preços finais ao consumidor.

Mas, diante desse quadro nada fácil, como a grande maioria dos trabalhadores podem fazer para driblar a crise que a alta de preços gera às finanças pessoais e familiares? A resposta também não é fácil, mas alguns caminhos podem ser seguidos, como aponta Luiz Lourenço de Souza Neto, professor da Faci e mestre em administração com ênfase em finanças. Um deles se chama planejamento. “É preciso fazer isso também no âmbito familiar. Organizar as receitas e despesas pelo menos mensalmente para uma análise de onde se pode reduzir custos e potencializar receitas”, aconselha ele.

Na entrevista a seguir, o professor Luiz Lourenço Neto dá algumas dicas de como reduzir os impactos da alta de preços no orçamento doméstico.

Luiz_Lourenço

Roma News - Essa alta de preços tem relação direta com a pandemia ou tem alguma outra motivação?

Luiz Lourenço: Como toda relação negocial a atividade econômica depende dos níveis de Oferta e Demanda. Como a pandemia trouxe dificuldades, como logística, por exemplo, e também gerou maior demanda por certos produtos, pode-se dizer que existe realmente uma dose considerável de impacto nos preços. Precisa considerar que as políticas de acesso a crédito (linhas emergenciais) e benefícios de Governo (auxílio financeiro) gerou uma demanda extra e com isso muitos aproveitaram pra subir os preços de bebes e serviços que passaram por elevação de demanda, basta ver o caso de medicamentos e alimentos.

Roma News - Como organizar o salário para dar conta do que é prioritário, e o que deve ser considerado prioritário?

Luiz Lourenço: Fazendo o Planejamento Financeiro familiar. Organizar as receitas e despesas pelo menos mensalmente para identificar onde estão os maiores impactos e assim fazer uma análise de onde se pode reduzir custos e potencializar receitas. No caso das receitas há muitas possibilidades de trabalhos remotos que surgiram na pandemia e até serviços novos.

Roma News - Recorrer a créditos externos e empréstimos, se houver necessidade, deve ser feito de que forma, no sentido de não criar um endividamento mais pra frente? Quais os cuidados que devem ser tomados?

Luiz Lourenço: O crédito deve ser utilizado somente quando necessário e com responsabilidade. Nesta época de pandemia existem muitas linhas disponíveis para empresas e pessoas físicas. Precisa ter cuidado com a famosa "bola de neve" dos cartões de crédito e com os chamados "créditos rotativos" (cheque especial, por exemplo) que apresentam as maiores taxas de juros. Importante lembrar que muitas famílias já se encontravam endividadas até mesmo antes da pandemia e isso se agravou muito com ela. Assim a recomendação passa por pesquisar as linhas com as melhores taxas e com prazos adequados à capacidade de pagamento dos clientes. As parcelas (soma) não devem superar nunca 40% dos seus recebimentos (recomendável ficar entre 20 e 30%).

Roma News - Se for preciso "sortear" o boleto ou boletos que serão pagos, o que deve ser considerado como mais importante? O que pode esperar? Renegociar é uma boa?

Luiz Lourenço: Excelente pergunta. Não se deve "sortear nunca", mas sim fazer o Orçamento de Caixa (Fluxo de Caixa) para identificar quais as despesas que estão mais pesadas e assim fazer uma seleção mais qualificada. Presentes podem esperar, mas alimentação básica e gastos com saúde não. Nessas horas de crise as festas e compras supérfluas devem ser cortadas. Nada de adquirir aquilo que não é estritamente necessário. Já renegociar é sempre uma boa e isso deve ser feito logo pra não correr juros e multas contratuais, mas precisa ter cuidado pra fechar negociações boas para ambas as partes.

Roma News - Na hora de fazer as compras do mês, vale tudo pra economizar? Trocar marcas, eliminar alguns supérfluos...?

Luiz Lourenço: Vale a pena pesquisar preços e estudar/experimentar novas marcas, mas sempre com critérios pra não "comprar gato por lebre". Hoje há diferença de preços de 15% a 50%, acredite, dependendo do produto. A recomendação é pesquisar sempre e buscar os dias de maior promoção de preços. Hoje em dia o consumidor tem muitas possibilidades. Mas supérfluos nem pensar. Melhor deixar esse impulso pra um período melhor, pós pandemia. Como última recomendação fica: pesquise, estude, planeje, faça seu orçamento e, sobretudo, utilize a tecnologia e a informação a seu favor. Hoje existem muitos aplicativos de finanças pessoais gratuitos para celulares, tablets, computadores e que podem estar acessíveis a qualquer pessoa, independente do poder aquisitivo ou nível de instrução. Todos podem conseguir, basta ter foco e força de vontade.

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