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REPORTAGEM ESPECIAL ROMA NEWS

Sistema penal do Pará vive colapso com mais de 20 mil pessoas amontoadas nas cadeias do Estado. Assista!

Apesar da superpopulação nos presídios, vários detentos são qualificados para ressocialização, após cumprimento da pena

17 Mai 2019 - 05h00Por Diego Monteiro
Ressocialização através da qualificação profissional - Crédito: Diego MonteiroRessocialização através da qualificação profissional - Crédito: Diego Monteiro
 
O Brasil é considerado um dos países com uma das maiores populações carcerárias do mundo. Dados do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), mostram que mais de 20 mil presos vivem amontoados nas casas penais, que têm capacidade para apenas 9,9 mil pessoas.
 
A superlotação dos presídios paraenses tem sido um dos fatores para o excesso de mortes dentro destas casas penais. A situação alarmante vem se acumulando há vários anos, causando pânico nas famílias dos detentos e na sociedade, que presencia o caos no sistema carcerário paraense.
 
Para se ter uma ideia do problema social e administrativo,que se transformou o sistema penal no Pará, semanalmente a mídia noticia a execução de presos por outros presos. A prática mais comum é o enforcamento, denominado tecnicamente pela gestão estadual de asfixia mecânica. Os presos geralmente utilizam lençois para produzir forcas, as quais matam seus desafetos.
 
Somente de janeiro até o dia 9 de abril deste ano de  2019, a Susipe registrou 59 óbitos de presos nas Unidades Penitenciárias do Estado do Pará. No restante do mês de abril e neste mês de maio, já houve mais de dez mortes dentro das penitenciárias e até de delegacias. Em 2018, o número foi ainda maior, com 74 mortes registradas nas cadeias paraenses.
 
O descontrole sobre essa violência na carceragem é tanto, que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PA) acredita que a situação é consequência da falta de estrutura nos presídios, juntamente  com a atuação do crime organizado, o que têm contribuído para o aumento no número mortes nos presídios.
 
 
Um dos casos mais bizarros, ocorreu no domingo, 12 de maio, em pleno Dia das Mães. Uma briga de facção deixou três mortos e três feridos, no Centro Regional de Recuperação de Redenção (CRRR), em uma carnificina mostrada pelos próprios presos nas redes sociais. O alvo principal era o preso Marco Aurélio Fileski, conhecido por Baiano e ligado à facção criminosa PCC. Ele foi transferido da Bahia para Redenção, onde teria cometido um homicídio e seria julgado dia 14. 
 
A selvageria dentro do CRRR causou espanto até na própria polícia, pois os presos gravaram cenas das execuções, inclusive, esvicerando um dos mortos e divulgaram. Outros presos, Cícero Gomes Feitosa e Rai Souza Veiga também foram assassinados com requintes de barbárie no mesmo dia.
 
No dia 25 de abril, no Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT), depois de apenas dez minutos de ter entrado no presídio, após ser transferido da delegacia local, Geovane Silva de Souza, foi atacado e enforcado pelos presos da mesma cela. Ele era acusado de duplo homicídio. 
 
Trabalho e educação na cadeia dão oportunidade aos presos de sonhar com a reinserção social
 
Apesar de tantos problemas, o sistema penitenciário paraense consegue ofertar aos detentos trabalho e qualificação profissional, uma forma de preparar os presos para serem ressocializados, após o cumprimento de suas penas.
 
Na Colônia Heleno Fragoso, no complexo penitenciário de Americano, município de Santa Isabel, na Grande Belém, vários detentos trabalham na padaria, aprendendo o ofício da panificação, produzindo o pão para as unidades prisionais.
 
No local, também há o cultivo de hortas, que são cuidadas pelos próprios presos para consumo deles próprios. Atividades como barbearia e cortes de cabelo também fazem parte do ofício ensinado aos detentos, entre outras atividades profissionais.
 
A limpeza do local é toda feita pelos próprios presos, que também recebem educação formal, dispõem de biblioteca e de outras atividades educacionais, em convênio com a Secretaria Estadual de Educação.
 
Confira no vídeo: 

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