Obras do Sistema de Esgoto Sanitário da Estrada Nova, em Belém, vão receber investimentos de R$ 26 milhões

A Prefeitura de Belém anuncio nesta quinta-feira, 30, que o início das obras da primeira fase do Sistema de Esgotamento Sanitário da Bacia da Estrada Nova, no Jurunas, em Belém, vão receber o investimento de R$ 26,5 milhões. A Ordem de Serviço será assinada pelo prefeito Edmílson rodrigues (PSOL), nesta sexta-feira,...

Publicado em 26 de junho de 2024 às 09:08

A Prefeitura de Belém anuncio nesta quinta-feira, 30, que o início das obras da primeira fase do Sistema de Esgotamento Sanitário da Bacia da Estrada Nova, no Jurunas, em Belém, vão receber o investimento de R$ 26,5 milhões. A Ordem de Serviço será assinada pelo prefeito Edmílson rodrigues (PSOL), nesta sexta-feira, 31.

Segundo a prefeitura, a obra vai beneficiar 84mil moradores do bairro do Jurunas. O sistema será construído a partir de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), um emissário subaquático com um quilômetro de comprimento, sete Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) e 50 quilômetros de redes de esgoto. A Prefeitura também vai fazer as interligações intradomiciliares de 21 mil unidades habitacionais à ETE.

Meio ambiente

Além de beneficiar os moradores dos bairros da Estrada Nova (Jurunas, Condor, Cremação), o Sistema também vai contribuir para a despoluição das águas do rio Guamá. A ETE transformará o esgoto sanitário em água tratada, evitando o despejo de 10 milhões de litros de esgoto sanitário sem tratamento, por dia, no rio Guamá, como ocorre atualmente.

A primeira fase do sistema entra em execução a partir da assinatura da Ordem de Serviço e contempla a ETE, o emissário subaquático e a área administrativa da Estação. O contrato tem prazo de 13 meses, com vigência de 16 meses.

A ETE será construída numa área limite ao Canal da Quintino com a avenida Bernardo Sayão, às margens do rio Guamá, na sub-bacia 1. A previsão de vazão da ETE é de uma média de 143,26 litros por segundo. Todo o material tratado chegará ao rio via emissário subaquático.

Com esta iniciativa, a Prefeitura de Belém começa a reverter o cenário em que cerca de 1,5 milhões de habitantes, em 407 anos de existência, os dejetos produzidos pela população ainda são jogados sem tratamento diretamente nos rios. Esta situação mantém Belém entre as 10 piores cidades do país no quesito saneamento, segundo o Instituto Trata Brasil.

O investimento, com recursos próprios da Prefeitura e financiamentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é de R$ 20 milhões na ETE e futuramente mais R$ 40 milhões para a rede de esgoto.

Consultas Públicas

Antes de iniciar a obra, os Planos de Controle Ambiental e o próprio Sistema de Esgotamento Sanitário da Bacia da Estrada Nova passaram por duas consultas públicas, tanto de forma on-line, quanto presencial, onde foram explicados o funcionamento do sistema e as medidas de controle ambiental.

Com informações da Agência Belém.