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segunda, 26 de outubro de 2020

EDITORIAL

Helder Barbalho encerra primeiro ano de governo com ataque aos servidores estaduais

22 Dez 2019 - 11h26

No apagar das luzes de 2019, os servidores públicos estaduais do Pará amargaram a cruel notícia de que além não receberem reajuste salarial, ainda teriam aumento de 11% para 14% na alíquota previdenciária, que é descontada todos os meses de seus contracheques. 

O governador Helder Barbalho (MDB) enviou para o Parlamento Estadual o projeto em regime de urgência, lhes negando oportunidade de debater a medida. O resultado que a população constatou abismada, foi a Polícia Militar reprimir os servidores da porta da Assembleia Legislativa com muito tiro de bala de borracha, gás lacrimogêneo e spray de pimenta. 

Sob muita violência, os servidores viram os deputados aprovarem o projeto com o prédio do parlamento tomado por policiais e as galerias populares esvaziadas.

Além dos professores, que assistiram ao então candidato Helder assinar uma carta-compromisso com a promessa de adequação salarial dos professores da rede pública estadual ao piso nacional do magistério e ficaram "a ver navios", a Polícia Militar do Pará encerra 2019 com o mesmo soldo (vencimemto-base) de praças e soldados, abaixo do salário mínimo, constatando que pagar promessas não é o forte do governador.

O primeiro ano do governo Helder começou com muita pirotecnia e termina num angustiante descontrole do desmatamento; denúncias de concursados ao Ministério Público Estadual - por descumprimento das nomeações e contratações de servidores temporários -; excesso de contratações de parentes, assessores ditos especiais, além de pessoas acusadas de crimes.

Foi o caso de Jardel Rodrigues da Silva, subchefe da Casa Civil, preso pela Polícia Federal durante a Operação Saldo Zero, logo no segundo mês do governo. 

Na semana que passou, houve até operação da Polícia Federal de busca e apreensão no Palácio do Governo, procurando provas de criminalidade contra o vice-governador Lúcio Vale, deixando atônitos os eleitores.

As violações de direitos humanos contra os presos, após a chacina no presídio de Altamira, movida pela guerra de facções, levou a OAB/PA a definir o caso como, estado de exceção implantado no sistema penitenciário do Pará, já que através de portaria o governo proibiu advogados de visitar seus clientes. 

E para concluir dezembro de 2019, pela quarta vez foi adiada a inauguração da obra de reforma da ponte de Moju, que integra o complexo Alça Viária, que liga o sul e sudeste do Pará à Região Metropolitana e capital paraense.

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