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sábado, 18 de janeiro de 2020

Eco News

A pecuária sustentável na Amazônia é possível e começa a virar realidade no Pará. Assista!

12 Ago 2019 - 17h11Por Diego Monteiro/Aline Brelaz
É possível praticar pecuária e respeito ao meio ambiente na mesma atividade. A pesquisa científica na Amazônia assegura essa prática em vários projetos, que estão dando certo e até ajudando a recuperar áreas de florestas degradadas.
 
É o caso da fazenda Madressilva, em Benfica, município de Benevides, na Região Metropilitana de Belém. O proprietário Ubiratan Novelino, conta que adquiriu a área há 17 anos, com 500 hectares, onde a floresta havia sido totalmente devastada e o solo degradado.
 
Há 14 anos ele buscou ajuda da pesquisa científica na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-Amazônia Oriental). Além da recuperação do solo para plantio de pasto para alimentar um rebanho bovino, ele foi orientado a fazer o reflorestamento da área, onde agora prevalecem árvores de mogno africano, que além de contribuir com o bem-estar dos animais, que se abrigam, ajuda na preservação da vegetação no local.
 
A técnica é considerada sustentável porque não permite que outras áreas de floresta sejam derrubadas para aplicação do projeto. Pelo contrário, a área já degradada é recuperada com técnicas de melhoramento do solo e de plantio de vegetação, que servem para criação de gado e de reflorestamento da área.
 
Mogno africano ajuda a dar conforto término ao rebanho da fazenda Madressilva. Foto - Pablo Pantoja/Roma News
 
O produtor explica que fornece o gado para frigoríficos paraenses e também para exportação. A pecuária intensiva praticada na fazenda utiliza divisões de pastagem e pastagem rotacionada em seis partes, o que possibilita que a produção bovina se dê em 2.2 cabeças por cada hectare. No processo de criação bovina tradicional essa produção é de 0.8 cabeça de gabo por hectare.
 
Pecuarista Ubiratan Novelino recuperou uma área degradada e transformou em produção sustentável. Foto: Pablo Pantoja/Roma News
 

Embrapa - Amazônia Oriental desenvolve técnicas de agropecuária sustentável para a Amazônia

O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa - Amazônia Oriental, Bruno Giovany de Maria é mestre em zootecnia, em projetos de pesquisa e transferência de tecnologia em pecuária sustentável, mais especificamente, cadeia leiteira. 

Ele explica que neste sistema que está sendo aplicado na fazenda Madressilva, o fato de ter um animal mais produtivo, começa a elevar a sustentabilidade da propriedade, já que se utiliza menos recursos naturais e melhora a eficiência do local, onde o gado está sendo cuidado.

Em geral os solos locais têm baixa fertilidade e boa parte das pastagens são de áreas degradadas. Por isso, para melhorar é preciso mecanização agríciola, incorporação de calcário, adubo químico e orgãnico, que quando são inseridos melhoram a fertilidade do solo, partes ocupadas da pastagens, e acima de tudo, evita avançar para outras áreas de floresta.

 

Pesquisador Bruno Giovany: sistema integrado é o ideal para a economia e o meio ambiente

"Quando aumenta a produtividade por área, melhora a qualidade da pastagem, que é o alimento do gado e diminui a pressão sobre a floresta", ensina o pesquisador. Ele ressalta, que outras tecnologias também ajudam a melhora a pecuária sustentável, como a inserção de grãos, como milho, soja e outros, produtos dentro de uma mesma área de produção de grãos e pastagem animal, como um sistema integrado de produção.

O solo fertilizado, quando retira o grão do plantio já pode ser utilizado para pastagens e isso permite maior produção animal porque a área já está fertilizada. Mas, há também um terceiro sistema de integração que é da lavoura, pecuária e floresta. Nestas áreas podem ser produzidos no mesmo sistema, fibra, madeira, produção de cultura alimentar e a carne bovina. Portanto, estes sistemas trabalhados de forma rotacionada, consorciada, grãos, pasto e água podem ser considerados sustentáveis e ajudam a preservar a floresta, sem necessidade de degradação de novas áreas.   

Gado criado em sistema de rotação em pasto recuperado e com conforto climático propiciado pelo plantio de árvores. Foto: Pablo Pantoja/Roma News

O sistema de pecuária sustentável permite que o solo fique coberto o ano todo, evita erosão, além de que microclima criado pelo plantio de árvores na área,  favorece o bem-estar animal, permite maior manutenção dos recursos naturais e retenção de nutrientes e redução de pragas.

"O sistema integrado permite uma série de benefícios e é a principal resposta para reduzir a pressão sobre área de floresta", assegura Bruno Giovany. Ele explica, que o sistema integrado é uma resposta de sustentabilidade para atividade da agropecuária e que é bom pra economia local e paro meio ambiente. "É uma resposta ambientalmente positiva do sistema de produção. É possível produzir em larga escala com respeito ao meio ambiente", garante o pesquisador.

Confira no vídeo a produção bovina sustentável na fazenda Madressilva:

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