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17 Ago - 14h16
sábado, 17 de agosto de 2019

MAIS SAÚDE

“Agosto Verde Claro” alerta para o combate ao Linfoma. Assista!

07 Ago 2019 - 18h42

Agosto é o mês de combate ao Linfoma através da campanha “Agosto Verde Claro”, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da doença. Os linfomas são cânceres que têm origem no sistema linfático, uma rede de vasos, órgãos e gânglios do nosso corpo encarregado de distribuir as células de defesa por todo o organismo.

São mais de 40 tipos de linfomas, divididos em dois principais grupos, os linfomas Não Hodgkin e o linfoma de Hodgkin. Em 2018, ambos tiveram, respectivamente, uma estimativa de 10.1802 e 2.5303 novos casos no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

O termo “Linfoma” é usado para designar vários tipos de câncer que se originam nos linfócitos, células que desempenham papel crucial no funcionamento do sistema imunológico. A doença surge quando uma dessas células, um linfócito, sofre mutação e passa a se multiplicar de forma descontrolada, fazendo com que os gânglios aumentem de tamanho e prejudiquem as funções do sistema linfático.

A Dra. Juliana Pelaio, staff do Centro Avançado de Oncohematologia e Transplantes da Oncológica do Brasil, explica o que é e como tratar os linfomas.

Conheça os sintomas:

Em geral, os principais sintomas dos linfomas são gânglios palpáveis e endurecidos nas axilas, virilhas e pescoço, normalmente indolores. Existem, no entanto, outras doenças mais comuns que podem levar ao aumento dos gânglios, como quadros de infecção. Por isso é fundamental   procurar um especialista, caso os gânglios permaneçam por um longo período, principalmente se forem acompanhados por outros sintomas como febre, cansaço persistente, suor intenso à noite e perda de peso.

Diagnóstico:

O linfoma de Hodgkin, por exemplo, é mais diagnosticado em pessoas entre 15 e 35 anos e em indivíduos com idade superior a 55 anos. Para o diagnóstico, alguns exames são necessários, como o físico, para procurar vestígios da doença nos linfonodos, além de exames de sangue e biópsia. A biópsia deve ser analisada por um patologista, que, na sequência, confirma o diagnóstico e encaminha o resultado para o hematologista, que dará prosseguimento ao tratamento desse paciente em caso de linfoma, dependendo do tipo da doença e estágio.

Tratamento:

O tratamento de linfomas varia de acordo com o paciente e depende do tipo da doença (Hodgkin ou não Hodgkin). Os recursos terapêuticos disponíveis são radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Quando descoberto em fase inicial, as chances de cura são altas. Por isso, é importante procurar sempre um médico, quando os sintomas são notados.

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