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segunda, 21 de setembro de 2020

Rolê Científico

Boa, artigo da Nature aponta para uma possível imunidade duradoura para a Covid-19!

18 Jul 2020 - 08h00Por Yuri Willkens e Giovanni Palheta

Fala galera!

Nesta semana trazemos boas notícias, um novo estudo publicado pela revista científica Nature indica a possibilidade de que a imunidade adquirida após o contato com o SARS-CoV-2, possa ser duradoura. O estudo foi desenvolvido a partir de uma parceira entre cinco instituições de Singapura e de acordo com os autores, os resultados sugerem que a infecção e a exposição ao coronavírus induz a produção de células T, um tipo de célula que atua na resposta imunológica e pode atuar na proteção à longo prazo.

Mas pessoal, há pouco tempo vocês não disseram que a resposta imunológica pode durar pouco?

Sim, é verdade. Em uma coluna anterior avaliamos outro estudo publicado na Nature medicine, que apontava para uma diminução dos níveis de anticorpos nas pessoas que se recuperaram da Covid-19 em um péríodo de 2 a 3 meses. Recomendamos a releitura, mas em resumo, o estudo anterior avaliava os níveis de imunoglobulinas M e G (IgM e IgG), que têm ação conjunta na proteção imediata e a longo prazo contra infecções. Mas o que mudou de lá pra cá?

Entenda que a resposta imune não depende somente dos anticorpos, ela é uma verdadeira rede bem complexa de interações que monitora e protege o organismo, envolvendo pelo menos 21 tipos de células diferentes, cada um com várias funções diferentes (matar patógenos, chamar reforços, produzir anticorpos, etc.). Para a defesa do organismo trabalham juntas a resposta imune adaptativa, que produz respostas mais específicas para cada intruso (patógeno) através dos anticorpos, e a resposta celular, representada por células T, que eliminam somente as células infectadas. O novo artigo faz avaliações justamente em relação a essas células T, que são fatores muito importantes do sistema imunológico.

sistema imunologico

As células ou linfócitos T reconhecem os "pedaços" de um patógeno nas membranas de outras células e desencadeiam outras reações no corpo. Elas são divididas em duas classes, uma "auxiliar" que ativa e estimula as células que produzem anticorpos, e outra classe que elimina as células infectadas, é um tipo de resposta que funciona muito bem para os vírus. Nesse processo, algumas células ficam guardadas como "células de memória", para agilizar a resposta caso haja uma nova infecção pelo mesmo patógeno.

Os anticorpos naturalmente têm um "prazo de validade" que os pesquisadores chamam meia-vida, depois de um certo tempo as proteínas que os formam perdem a função e se degradram, é o que pode estar acontecendo nos casos observados no estudo anterior. Se este novo artigo estiver correto, mesmo as pessoas que apresentam quedas nos níveis de anticorpos após a doença, podem ter uma resposta guiada pelas células T em uma eventual reinfecção, isto é, uma possível imunidade de longo prazo para a Covid-19, o que seria sem dúvidas, uma boa notícia.

células t

Então é realmente possível que tenhamos uma "memória" para a Covid-19?

Bem, se teremos esse tipo de memória, aí são outros quinhentos! Isso varia de doença pra doença e não sabemos até agora se pessoas assintomáticas, terão uma resposta imune adaptativa suficientemente forte para deixar uma memória duradoura depois da infecção. O vírus do sarampo, por exemplo, gera uma memória que pode durar a vida inteira depois de uma infecção, já os vírus que causam resfriados e gripes são bem "esquecíveis", assim como outros coronavírus mais antigos que podem causar reinfecções em menos de um ano (isso nos diz se vai ser fácil criar uma boa vacina ou não). Para o SARS-CoV-2, o que temos até agora são pistas para um "pode ser que sim", algo que no momento, é uma boa notícia.

Atualmente, não há muitos relatos confiáveis de reinfecções do novo coronavírus em um espaço curto de tempo, o consenso entre os cientistas é de que a imunidade existe. Entretanto, o SARS-CoV-2 é recente demais para sabermos quanto tempo durará essa imunidade. É provável que não dure a vida toda, mas se for longa o suficiente para que possamos avançar com as vacinas, frear a doença e desafogar os sistemas de saúde, será ótimo. Ainda estamos conhecendo o vírus, então é normal que as informações venham fragmentadas e que mudem conforme chegam novas evidências das pesquisas. Portanto, o novo estudo da Nature não é definitivo, ele apenas fornece pistas que vão ajudar os cientistas a compreender melhor o papel dessas células T na resposta à covid-19. Mais estudos são necessários para podermos bater o martelo. Até lá vocês já sabem, lavem as mãos, usem máscaras e se cuidem.

 

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