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sábado, 08 de agosto de 2020

Anime Geek

Dark: um paradoxo de expectativas

A última temporada da série da Netflix está chegando no dia 27 de junho e a ansiedade já tá batendo!

23 Jun 2020 - 00h16Por Rai Moraes

É inegável que hoje Dark seja uma das maiores séries em discussão em todo o mundo. Sim, tenho certeza que você já deve ter assistido ou, pelo menos, ouvido falar dela por meio de algum parente ou amigo dizendo: “Você tem que assistir Dark!” ou “Nossa, Dark é incrível. Não acredito que você ainda não viu!”.

Dark é uma série original da Netflix, de produção alemã, que teve a sua estreia no ano de 2017. Aqui já temos um ponto interessante: um seriado produzido fora dos “domínios do Tio Sam”, nos lembrando que há, sim, inúmeras produções em outros países de igual qualidade, ou melhor do que as americanas, ainda mais se tratando de ficção científica com um toque de drama.

Uma pequena viagem no tempo 

Falando um pouco da trama (pode relaxar, aqui não haverá spoilers. Você pode continuar a sua leitura), Dark se passa em uma pequena cidade chamada Winden, na Alemanha, que se encontra alarmada com o desaparecimento de uma criança. Neste momento, acompanhamos a vida do protagonista da trama, Jonas Kahnwald, um jovem que está tentando lidar com o suicídio de seu pai e acaba descobrindo várias situações estranhas interligando sua família a outras de grande nome da região, como Nielsen, Doppler e Tiedemann.

A história do seriado de passa em 2019, 1986 e 1953 (reparou no ciclo de 33 anos? Mais a frente falamos sobre isso), abordando várias questões sobre deslocamento no tempo, buracos de minhoca e paradoxos temporais.

Uma dúvida que pode estar pairando sobre sua cabeça agora pode ser “o que há de especial nessa série, sendo que esses temas são abordados em vários filmes e outros seriados?”

O que deixa Dark especial são os dramas dos personagens, que nos deixam entender como seria uma viagem no tempo se isso acontecesse conosco de verdade, colocando em “xeque” questões morais que poderiam determinar o futuro não de uma única pessoa, mas sim de toda humanidade.

O enredo nos apresenta, através do personagem Jonas, os três ciclos de 33 anos de acontecimentos que estão interligados, e que de certa maneira, vão acontecer nos períodos de 2019, 1986 e 1953, mas não necessariamente nessa ordem. Ao longo dos episódios, vemos uma série de fatos que justificam as viagens no tempo e o porquê dos exatos anos em questão. Isto nos deixa cada vez mais intrigados, porque estamos em uma espécie de “teia”, onde ela tem o seu início no futuro com informações que você precisa no presente, um “Paradoxo de Bootstrap” (“ou paradoxo ontológico, é um paradoxo da viagem no tempo em que as informações, situações ou objetos podem existir sem terem sido criados.” Tá tudo no Wikipédia, pode conferir!)

Os elementos técnicos são outro ponto forte da série, principalmente a trilha sonora, essencial para uma imersão nos mistérios e que te faz ficar com olhos sem piscar para não perder nada do que está acontecendo.

E por falar nisso, é importante que realmente você não perca nenhum detalhe do que é mostrado durante as cenas, nos diálogos e até em alguns personagens, que em um primeiro momento você pode achar que sejam “esquecíveis”, mas que na realidade podem se tornar peças fundamentais para algumas respostas da trama.

O começo é o fim e o fim é começo”

É incrível como uma frase dita por um personagem de Dark cria tantas expectativas para o final da série. Estamos cada vez mais conectados com a história e ficamos em busca de respostas em vídeos de teorias, textos, entre outras formas de saciar a nossa curiosidade.

Sabendo que existem três ciclos e três temporadas, ficamos pensando se é o suficiente para responder todas as perguntas que a série traz. Pois já vimos muitas obras que, por algum motivo, tiveram que ser “estendidas” devido ao seu grande sucesso.

Mas com Dark é diferente, pois devido aos três ciclos, fica claro que a ideia dos produtores é finalizar nas três temporadas, o que pode ser um ponto positivo, pois teremos algo já planejado com um final sem pontas soltas.

Existem muitas perguntas no ar. Será que vamos nos remeter aos acontecimentos que se passaram na primeira temporada e se ligam diretamente à última? Já que “O começo é o fim e o fim é começo”. Por se tratar de paradoxos e loops temporais, tudo se encerra como começou, como num relógio, onde, por exemplo, iniciamos uma caminhada pelo número doze, e faremos um percurso onde encerraremos no mesmo número doze, criando fatos e experiências que retornam para o ponto de início, onde faremos tudo igual novamente.

Parece confuso, mas quem assistiu a série entende do que estamos tratando aqui. Quando falamos de viagem no tempo, buracos de minhoca e paradoxos, tudo é possível! O que realmente queremos é um final que nos dê as respostas para as perguntas que a série sempre trouxe desde sua primeira temporada.

Não estamos aqui questionando se teremos “um final feliz” para os personagens da trama, e sim, um final que seja digno da grandiosidade que a série conquistou, hoje apontada pela crítica especializada como uma das maiores séries da Netflix. Então, a responsabilidade aumenta conforme as nossas expectativas crescem. Ainda mais quando sabemos que alguns críticos (sim, alguns abençoados já viram a terceira temporada, que foi cedida pela Netflix) anteciparam em seus relatos que o seriado terá um grande desfecho em sua última temporada. Após saber disso, vem a esperança: tomara mesmo, por favor!

É natural, quando um filme ou série ganha uma enorme popularidade pelo mundo, termos receio de que seu final seja “ruim” ou “sem todas as respostas” (sim, estamos falando de vocês, “Game Of Thrones” e “Lost”). Esperamos, é claro, que Dark não siga este exemplo.

Uma opinião de fã que sou do universo geek é que Dark merece um final digno, tão bom quanto foi sua jornada do início até a última temporada. Nós, fãs, estamos ficando carentes de uma série que traga excelência do começo até o seu desfecho. Justamente por termos observado tantos encerramentos decepcionantes de séries que amamos.

Mas Dark, com certeza, já entrou para história da cultura pop e para grupo seleto das séries que nos fizeram ficar horas pensando sobre o seu enredo, criando teorias e buscando respostas para elas. Com certeza ela ainda será o foco de discussões por muitos anos e vamos lembrá-la com muito carinho, além, claro, rever várias vezes seus episódios, pois, sem dúvida, será uma série atemporal.

A terceira e última temporada de Dark estreia na Netflix no dia 27 de junho.

“Tique-taque, Tique-taque, Tique…”

 

Esta coluna é escrita pelos integrantes do Anime Geek, evento multicultural pop e geek realizado em Belém desde 2012. Nossa próxima edição será nos dias 14 e 15 de novembro na UNAMA-BR. Para mais informações, acesse também as nossas redes sociais:

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