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segunda, 21 de setembro de 2020

Rolê Científico

E a tal imunidade de rebanho, vale a pena?

25 Jul 2020 - 08h00Por Giovanni Palheta e Yuri Willkens

A imunidade de rebanho se refere a imunidade coletiva, termo mais correto. Ela é a defesa que conseguiríamos contra o vírus se um grande número de pessoas ficassem imunes, isso criaria uma barreira contra a propagação do vírus.

A ideia é assim, quanto mais pessoas imunizadas, mais dificuldade o vírus tem de encontrar novos hospedeiros, assim, a infecção cessa antes atingir toda a população. Isso pode ocorrer de forma natural ou através das vacinas. No entanto, ainda não temos como confiar na imunidade de rebanho por agora, porque as vacinas não estão prontas e não sabemos o quão eficazes serão. Não sabemos qual o limiar de imunização (a porcentagem de pessoas imunes) para a imunidade coletiva funcionar bem na população.

O vírus da gripe por exemplo começa a deixa de circular quando cerca de 40% das pessoas ficam imunes, o do sarampo apenas em 90%. Para a Covid-19 não sabemos bem, as estimativas variam entre de 20% a 85% de imunização, mas mesmo com "apenas" 20% do brasileiros imunes, ainda teríamos 40 milhões de infectados e pelo menos 200 mil mortos (isso com uma taxa de fatalidade otimista de 0,5%). Ou seja, se tivéssemos deixado as pessoas se infectarem naturalmente no país, não teríamos sistema de saúde para suportar a demanda de doentes e teríamos muito mais mortes do que temos agora. Não tem sentido fazer isso, nem agora, por isso o distanciamento, a higiene e o uso de máscaras.

Aliás, segundo outro estudo da Universidade de Oxford, quanto maior a "dose" de vírus que uma pessoa recebe ao se contaminar, mais chances ela têm de desenvolver sintomas graves (mesmo sem os fatores de risco). Logo, todas as medidas isolamento e de higiene contribuíram para diminuir a quantidade de vírus que as pessoas recebem ou repassam, e diminuiu o número de casos graves. Isso não é ótimo?

Então, fiquemos calmos. Vamos esperar mais um pouco (já já isso passa). O ruim é que fora a pandemia, ainda temos que lidar com governantes irresponsáveis, a insistência em "cultuar" tratamentos ineficazes, profissionais da saúde que ignoram a medicina baseada em evidências e o devaneio da "cloroquinização" que afeta os negadores da ciência.

Isso atrasa o trabalho de combate a notícias falsas e a difusão do conhecimento sobre o que funciona. Neste momento, continuem alertas, tomem os cuidados e confiem nos estudiosos para sairmos logo dessa furada.

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