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sábado, 08 de agosto de 2020

Anime Geek

O Playstation 5 chegou, mas o que vai embora nessa nova era dos games?

Um costume que surgiu nos primórdios dos games está desaparecendo com a chegada do novo console da Sony.

18 Jun 2020 - 07h34Por Douglas Nogueira

Quando o Atari era sucesso em mil novecentos e bolinha, os cartuchos eram trazidos para “playar” cada um com jogos diferentes, isso dava para uma infinidade de desenvolvedores criarem títulos com diversas dinâmicas e modalidades. E que ostentação era ter no seu guarda roupa uma quantidade absurda de capinhas de jogos nas quais as imagens em artes muito bem desenhadas não condiziam com nada nos polígonos grosseiros da era 2 bits.

Por muito tempo os cartuchos foram desenvolvidos em pequenas embalagens de plástico que continham internamente uma mini placa-mãe que jogava a memória/jogo para o aparelho que rodava a interface gráfica do jogo, a engine. Foi assim com a geração 8 bits, a geração 16 bits até a 64 bits. Assim as engines que serviam para criar os games eram transportadas em linguagem binária para essa mini placa-mãe que “funfava” nos games de cartucho. Essa mini placa-mãe se conectava ao videogame como uma memória ram se conecta a uma placa mãe de pc. E se por acaso não tivesse funcionando corretamente seria necessário “limpar” o conector de entrada, o que levou ao costume de assoprar esta parte para o jogo voltar a funcionar.

Este movimento nostálgico remetia aos jovens que iam nas locadoras, que muitas das vezes jogavam por meia-hora a R$ 0,50, e em cima das gigantes telas de tubo existia uma prateleira com dezenas de capas de games na qual você poderia escolher ao qual “playar”.

No agora longínquo ano de 1994 a Sony, empresa que trabalhava com aparelhos eletroeletrônicos, resolveu se aventurar na era dos games e resolveu adaptar, de uma forma melhorada, a ideia da SEGA, famosa produtora de games dona da marca SONIC, e criar um videogame de última geração, mas nem tanto já que o Nintendo 64 tinha (você não vai acreditar) 64 Bits e o Playstation 32 bits.

Contudo a praticidade de tocar a nova geração de mídia no aparelho era incrível. Além de poder jogar games como Resident Evil, Tekken, Metal Gear, Crash Bandicoot. Sua Engine Gráfica era muito mais poderosa que o concorrente de 64 bits. Mas não popularizou tanto quanto comprar cartuchos e ter a sua coleção de capinhas em casa.

A Sony não desistiu tão fácil e continuou investindo na mídia de CD’s. O Playstation 2 chegou e com a facilidade de rodar jogos baixados em um computador e rodar softwares direto de um pen drive. O que possibilitou a popularização da pirataria no mundo dos games, nesta fase o seu principal concorrente também surgia, o XBOX, mas o domínio da pirataria, onde você poderia chegar no comércio popular e comprar 20 títulos em um camelô por R$20 popularizou o Playstation.

O Playstation 3 veio com leitor de DVD, e com uma estrutura completa de mídia na tv, como o princípio da popularização das Smart Tv. Aqui no Brasil a febre ainda popularizou mais com o Yuji cantando todas as manhãs o rap do “Japonês que vai te dar um Playstation 3”. No Playstation 3, apesar da melhora no sistema antipirataria, a possibilidade de baixar homebrews, que são softwares criados por qualquer pessoa sem necessidade de licença da empresa dona do produto para rodar no seu sistema, permitiu que os games fossem pirateados novamente. Mas desta vez a leitura de dvds piratas ficou impossível. Os games eram baixados e instalados via pen drive com uso de softwares. Com isso, a versão online de games começou a vingar. A PSN, que é a loja do Playstation, surgia com a PSN Plus e a possibilidade de todo mês ter 2 jogos gratuitos em suas plataformas mediante a uma assinatura mensal ou anual, “simbólica” comparado ao preço de cada título em mídia física.

Então a possibilidade de adquirir um jogo em mídia virtual a um preço acessível, pelo menos em um país como o Brasil onde os valores são altíssimos para o mercado gamer, deixaria pelo chão a simples satisfação de “ostentar” em sua estante uma capinha de um jogo. Lembrando que essa popularização da mídia digital não é exclusividade da Sony. Foi aí que Sony inovou mais uma vez, agora com o Playstation 4.

No Playstation 4, a forma de sucesso do Play 3 de embutir em um videogame um completo reprodutor de mídia se estendeu. E agora a mídia Blu’Ray já poderia ser rodada de bouinhas no sistema. A retrocompatibilidade foi removida, contudo games clássicos foram repaginados para rodar no sistema de forma virtual. O único problema é que as novas Engines, como Unreal 4, possibilitaram jogos muito mais realistas, como o incrível, e indie!, Hellblade: Senua’s Sacrifice que começou como um exclusivo do Play 4 e que curiosamente vem de exclusivo de Xbox Series X!, contudo que pesam 40GB em média! Os HD’s internos beiram pelo menos o 1TB, pois senão a chance de ter a difícil missão de desinstalar um game que amas pra instalar outro é muito grande.

Uma internet de qualidade de pelo menos 20 MB baixa um jogo em 2, 3 dias. E com o anúncio do novo Playstation 5, 20 mb vai faltar só aquele barulhinho do Modem dos anos 2000 para você se irritar com essa velocidade.

O Playstation anunciou não só o seu design incrível como revelou que a próxima geração vai ser completamente virtual, ainda existe a sua versão com leitor de mídia, mas a versão de games inteiramente virtuais chegou (ou vai chegar no final do ano). Com revelação de poder rodar em engines como a Unreal 5, a possibilidade de vir jogos com download de até 100GB pode ser uma realidade. Talvez tenha chegado o fim da capinha de game com um encarte bonitinho na sua estante. Ou quem sabe os novos gamers vão “se exibir” em redes sociais com prints de sua área de trabalho, pode ser uma alternativa. Mas mais do que isso o que se espera é que o acesso ao fantástico mundo dos games seja mais democrático, mesmo sabendo que se o Play 4 estreou no Brasil a R$ 4mil, a democracia que o Playstation 5 vai trazer seja baixar o valor do Playstation 4 e reduzir o valor do Playstation 3 “destravado” para poder ser popular. Mas isso é assunto para outra hora.

 

Esta coluna é escrita pelos integrantes do Anime Geek, evento multicultural pop e geek realizado em Belém desde 2012. Nossa próxima edição será nos dias 14 e 15 de novembro na UNAMA-BR. Para mais informações, acesse também as nossas redes sociais:

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