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08 Dez - 09h59
domingo, 08 de dezembro de 2019

Eco News

Produção de energia Solar começa a se expandir no Pará

23 Jul 2019 - 14h21Por Aline Brelaz

A geração de energia solar ou fotovoltaica é conhecida como uma tecnologia de energia limpa e sustentável. No entanto, no Brasil ainda há vários entraves para maior expansão deste tipo de geração de energia  renovável, o maior deles é o custo, que ainda é considerado alto para famílias de renda média.

No entanto, esta realidade está começando a mudar com a maior consciência ambiental de boa parte da população brasileira, além de outros aspectos, como a oferta de linhas de financiamento para instalação de placas solares em residências e imóveis comerciais, rurais, além de indústrias.  

No Pará, de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 841 sistemas fotovoltaicos homologados. Destes, a distribuição se dá da seguinte forma: Imóveis residenciais 697; comerciais 114;  rurais 06;  indústria 02 e  poder público 01. Na capital paraense já há 296 sistemas fotovoltaicos instalados, sendo 279 em imóveis residenciais e outros 17 em prédios comerciais. 

Especialista em projetos e instalação de energia fotovoltaica em Belém, o engenheiro civil, Alexandre Cezne, explica que apesar do crescimento das empresas locais em instalar placas fotovoltaicas, a maior procura continua sendo de pessoas físicas, ou seja, para instalação de placas solares em imóveis residenciais. 

Segundo o engenheiro, atualmente as empresas representam mais em potência instalada no País, levando em consideração a capacidade da geração de energia maior que nos imóveis residenciais.


Empresa com geração e consumo de energia solar 

Famílias de renda média e baixa representam a maior procura por energia solar no Pará

A geração de energia solar em residências também permanece nos imóveis de famílias de classe média e classe média alta, que segundo o engenheiro, são as que possuem maior acesso ao crédito e financiamento bancários.

Porém, explica Cezne, a geração de energia fotovoltaica gera economia a longo prazo.  Por isso, as empresas de projetos de energia fotovoltaica, atualmente discutem uma forma de popularizar um pouco mais no mercado de renda mais baixa.

Ele ressalta, que o entrave são as linhas de financiamento, que são voltadas para pessoas ou famílias com maior renda. "É preciso deixar o processo mais simplificado para se propor soluções mais baratas", defende o engenheiro, explicando que 70% da procura por placas fotovoltaicas são de pessoas ou famílias com consumo considerado baixo, cerca de 200 kwh hora-mês, ou com custo mensal na conta de energia distribuída pela concessionária Celpa, de cerca de R$ 200 mensais. 

"Entregamos a solução de geração de geração de energia, desde a parte da consultoria inicial para entender o perfil de consumo do cliente, desde o sistema interligado à rede da concessionária. A previsão do sistema é que dure 25 anos", informa.

 

Residência em Belém com placas de energia solar, que além de limpa reduz o custo do consumo a longo prazo 

 

Banco da Amazônia dispõe de linha de crédito específico para geração de energia solar para residências

Para atender a crescente demanda por energia limpa, o Banco da Amazônia lançou neste ano, através do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), o programa Energia Verde Pessoa Física. A linha, que conta com recursos federais, oferece a pessoas físicas do setor não rural vantagens para a implantação de sistemas com fontes de energias sustentáveis.

Os interessados têm até oito anos para pagar o crédito, taxa de juro baixa e prazo de carência de até seis meses. A linha financia até 80% do valor do projeto de implantação, que devem ser de R$ 10 mil a 100 mil. Os ganhos obtidos com a geração da chamada energia limpa vão além da economia financeira. O usuário desta energia passa a colaborar com a proteção ao meio ambiente e, em alguns estados, a conquistar descontos em outros impostos.

Primeiro é necessário solicitar orçamento de empresa especializada, cuja instalação deve corresponder até 20% do valor dos equipamentos. É possível utilizar o aplicativo Simulador de Crédito FNO do Banco da Amazônia para comparar os valores de implantação, como referência. 

Também pode solicitar oparecer de acesso, que determina prazos e viabilidade do projeto, junto à concessionária de energia local. A emissão do documento é de 15 dias para microgeração e 30 dias para minigeração de energia.

O banco analisará a proposta de financiamento, levando em conta a economia projetada na conta de energia do cliente, para elaborar o valor das parcelas. 

Após instalação dos equipamentos é necessário fazer a vistoria pela concessionária de energia elétrica para aprovação do ponto de ligação e ativação do sistema.

População brasileira em fase de mudança de hábitos 

O modelo mais utilizado na geração de energia solar no Brasil é o grid-tie ou on-grid, como comumente é conhecido. Nessa modalidade o sistema fotovoltaico é conectado à rede da concessionária local. E assim, é instalado um medidor bidirecional, que mede a energia nos dois sentidos. Ou seja, é medido tanto o que é consumido pela residência, quanto o que é gerado através do sistema solar fotovoltaico.

Um dos pontos importantes para essa mudança na forma de consumo, é a preocupação com o meio ambiente. O sistema solar possui pequeno impacto, quase desprezível, quando comparado com os outros métodos de geração de energia. Em sistemas instalados por empresas de Belém, é feita a contabilidade da quantidade de CO2, que deixa de ser emitida para a atmosfera.

De acordo com o engenheiro eletricista Alexandre Ribeiro, a energia solar pode gerar uma economia que varia entre 50% e 95% para a família que fizer essa opção. “Após algum tempo, mais ou menos sete anos, o investimento acaba sendo pago automaticamente pelo dinheiro economizado com o corte de custos”, esclarece.

O custo para a instalação de um sistema solar em uma residência, onde vivem quatro pessoas e possuam vários eletroeletrônicos, como ar-condicionado, geladeira, tvs, gera 2,2Khw e custa em média de R$ 14,7 mil a R$ 18 mil. Já uma residência maior, onde vivem cinco pessoas e o consumo seja mais alto, o custo para implantação de sistema fotovoltaico pode ficar em torno de R$ 44 mil a R$ 52 mil, gernado até 10 Khw.

= Energia solar ou fotovoltaica é produzida a partir de luz solar, mesmo em dias nublados ou chuvosos. Quanto maior for a radiação solar, maior será a quantidade de eletricidade produzida;

=  China, seguida por Japão e Estados Unidos, são os mercados de energia fotovoltaica que mais crescem, enquanto a Alemanha continua sendo o maior produtor do mundo, contribuindo com quase 6% da sua demanda de eletricidade;

=  Energia solar, depois da hidráulica e eólica, é a terceira mais importante fonte de energia renovável do mundo. Mais de 100 países já utilizam energia fotovoltaica;

= Na capital paraense já há 296 sistemas fotovoltaicos instalados, sendo 279 em imóveis residenciais e outros 17 em prédios comerciais. Em todo o Pará, há 841.

Fonte: Aneel/Portal Solar

Texto: Marianne Leal/Aline Brelaz

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