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sábado, 19 de setembro de 2020

Anime Geek

Rest In Power, Black Panther

Como já diz Beyoncé: BLACK IS KING!

29 Ago 2020 - 15h24Por Ana Paula Castro

Lidar com a morte é, com certeza, uma das coisas mais difíceis que nós, seres humanos, temos que aprender ao longo da vida. Principalmente quando somos pegos completamente de surpresa.

Pelo menos entre as pessoas que eu conheço, ontem, quando a notícia da morte de Chadwick Boseman foi divulgada em seu Instagram, ninguém acreditou de primeira. Alguns amigos até acharam que a conta do ator havia sido hackeada e que isso era uma brincadeira de muito mau gosto.

Mas, eventualmente, não tinha mais como negar. O nosso Pantera Negra realmente se foi. Como jornalista e colunista, escrever essa última frase é necessário, mas como fã e grande admiradora do seu trabalho, é extremamente difícil.

Boseman lutava contra um câncer de cólon nível III desde 2016, justamente no ano em que estreou como seu personagem mais marcante, em Capitão América: Guerra Civil. Nos últimos quatro anos, o câncer do ator evoluiu para o nível IV, ao mesmo tempo em que sua carreira alavanca depois do sucesso no MCU. Alguns filmes que vieram durante esse tempo foram Crime Sem Saída, King: Uma História de Vingança, Destacamento Blood (de Spike Lee) e Marshall: Igualdade e Justiça, que também trata de questões raciais.

É surpreendente pensar que muitas dessas filmagens eram intercaladas com seu tratamento, e mais ainda quando se considera que alguns desses personagens, como o próprio Pantera Negra, lhe demandavam grande esforço físico. 

Chadwick não deixou que sua doença o limitasse, tampouco deixou de lutar contra ela, e se isso não é ser um verdadeiro herói, então não sei o que é.

Em tempos de George Floyd, de genocídio da população negra, de manifestos contra o racismo e de tantas discussões necessárias para atentar principalmente a população branca sobre sua responsabilidade em acabar com o preconceito contra negros, o filme Pantera Negra surge como um arauto de representatividade. Chadwick vai ficar marcado para sempre como o primeiro super-herói negro dos cinemas que realmente discutiu as questões raciais. Emocionou milhões de pessoas, trouxe orgulho para seus irmãos espalhados pelo mundo e, definitivamente, fez história.

Como sabiamente diz o título do novo filme da Beyoncé: Black Is King. Chadwick Boseman pode ter partido, mas seu legado ficará aqui para sempre. Ele é, com certeza, um rei. Wakanda Forever!

Esta coluna é escrita pelos integrantes do Anime Geek, evento multicultural pop e geek realizado em Belém desde 2012. Para mais informações, acesse também as nossas redes sociais:
 
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