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terça, 26 de outubro de 2021

Rolê Científico

Síndrome de Haff: A doença da urina preta e o consumo de peixes

Entenda o que é essa tal de doença da urina preta.

26 Set 2021 - 17h28Por Giovanni Palheta

Uma rara doença vem acometendo algumas pessoas após o consumo de peixes no Brasil. Ela foi denominada de doença de Haff, uma síndrome que causa a rabdomiólise, popularmente conhecida como doença da urina preta. A rabdomiólise ocorre quando há uma degradação das proteínas dos músculos que liberam mioglobina e outras substâncias no sangue que afetam os rins e deixam a urina da cor de café, daí o nome popular da doença.

A rabdomiólise pode ser causada por outros fatores, mas quando é associada ao consumo de pescado é denominada de Doença de Haff. Aqui no Brasil essa condição tem afetado mais pessoas nos estados que possuem uma cultura forte de consumo de peixes como Amazonas e Pará. A doença ocorre em surtos e já ocorreu anteriormente em outros países e no Brasil, com surtos em Manaus, assim como está ocorrendo agora.

Os relatos são os mesmos, as pessoas comem peixes ou crustáceos e apresentam os sintomas clássicos de dor e rigidez muscular, fraqueza, enjoo e urina escura. Essa doença parece ser causada por alguma toxina ainda desconhecida, que pode levar a uma insuficiência renal e óbito no pior dos casos. O tratamento para a condição é apenas hidratação para excreção da mioglobina. 

Mas o que causa a doença? 

A doença ou síndrome de Haff já é conhecida desde 1924, mas a ciência ainda não sabe bem do que se trata ou o que a causa. As pesquisas ao longo do tempo tentaram associar o pescado "contaminado" a algumas coisas, mas sem sucesso. As hipóteses mais prováveis eram que os peixes poderiam ter se contaminado com algas, metais pesados, ou mesmo outras substâncias químicas, porém, até agora não há nenhuma ligação entre os peixes e essas substâncias das hipóteses que foram levantadas. 

Os peixes que foram consumidos e são suspeitos de estarem com maior tendência a contaminação são: Pacu-peva, Pacu-manteiga olho de boi, pirapitinga e badejo. Ao contrário do que dizem, não há evidências de que os peixes de criatórios são livres da suposta toxina.

O que fazer?

O ideal é evitar o consumo de peixes das espécies suspeitas, assim como incentivar as entidades sanitárias a monitorar e rastrear os alimentos e a sua conservação. Lembre-se, o cozimento não evita que o peixe supostamente contaminado fique livre de contaminação. No entanto, não há motivo para preocupação, atente-se as espécies suspeitas e a procedência. A região amazônica possui o maior consumo per capita de peixes e mesmo assim a doença é rara.

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