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19 Nov - 10h38
segunda, 19 de novembro de 2018
ELEIÇÕES 2018

Amoêdo ameaça expor chantagens do Congresso e nega comparação com Bolsonaro

15 Set 2018 - 08h59
Amoêdo ameaça expor chantagens do Congresso e nega comparação com Bolsonaro - Crédito: Marcio Komesu/UOL Crédito: Marcio Komesu/UOL

Estreante em campanhas eleitorais, o candidato à Presidência da República pelo partido NOVO, João Amoêdo, diz ter a receita para, caso eleito, conseguir governabilidade mesmo estando em um partido que ele ajudou a fundar há cerca de apenas um ano.

Para o ex-banqueiro e administrador de empresas, basta denunciar à população eventuais "chantagens do Congresso" caso algum projeto do Executivo sofra obstáculos parlamentares em troca de cargos ou emendas. Amoêdo figura com 3% das intenções de voto na pesquisa Ibope divulgada na última terça (11), tecnicamente empatado com candidatos de siglas mais tradicionais que o NOVO, como o MDB do adversário Henrique Meirelles, ou com políticos com trajetória de décadas, como Alvaro Dias (Podemos).

Dono de um patrimônio de R$ 425 milhões declarado à Justiça eleitoral, o maior, na atual campanha, ele não se coligou com nenhuma outra sigla. O candidato concedeu esta entrevista em uma sala alugada pelo partido em um prédio comercial do Itaim Bibi, zona sul de São Paulo. Indagado sobre a falta de aliados na disputa, foi taxativo: conseguirá governar, se for eleito, "falando à população" pelas mesmas redes sociais que reservam hoje a ele o maior engajamento entre todos os presidenciáveis na disputa.

João Amoêdo, candidato à Presidência O "aqui" do candidato se refere a uma novidade que ele pretende implementar: reuniões do presidente com os parlamentares, no Congresso, às segundas-feiras, com transmissão em tempo real pela internet. No entendimento dele, isso seria fruto de um "processo de amadurecimento da democracia brasileira".

Para o ex-banqueiro, não deve ser obstáculo à compreensão sobre esse tipo de 'toma lá, dá cá' nem mesmo o fato de o eleitor brasileiro, não raro, desconhecer as atribuições de cada poder na sociedade. "Eles compreenderão isso previamente já elegendo um candidato totalmente fora do sistema. Haverá esse endosso a alguém sem tempo de TV [Amoêdo dispõe de cinco segundos no horário eleitoral gratuito], sem uso de dinheiro público. É que nos acostumamos, por muito tempo, a entender que a negociação só vai funcionar se for pelo toma lá, dá cá", salientou. 

Fonte: UOL

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