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quarta, 20 de fevereiro de 2019
ORIENTAÇÃO

Rede libera filiados mas recomenda não votar em Bolsonaro

11 Out 2018 - 07h26Por Da Redação
Rede, de Marina Silva, sugere, nas entrelinhas, um "não coletivo" a Bolsonaro - Crédito: ReproduçãoRede, de Marina Silva, sugere, nas entrelinhas, um "não coletivo" a Bolsonaro - Crédito: Reprodução

A Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, recomendou aos filiados que se decidam sobre as eleições presidenciais "de acordo com sua consciência", mas pediu que eles não votem em Jair Bolsonaro (PSL). Em comunicado, divulgado nas primeiras horas de hoje (11), a Executiva Nacional da legenda afirma que não se alinha nem apoia nenhum dos candidatos ao Planalto.

De acordo com o comunicado, a Rede será oposição ao governo de qualquer um dos dois candidatos que vença a eleição porque ambos representam projetos "de poder prejudiciais ao Brasil, atrasados, autoritários e retrógrados".

A decisão foi anunciada após reuniões consecutivas desde domingo (7). Logo depois de anunciado o resultado do primeiro turno em que a candidata da Rede, Marina Silva, ficou em oitavo lugar com 1% dos votos, ela fez críticas aos dois candidatos, indicando como seria difícil apoiar qualquer um deles.

"A Rede declara que não tem ilusões quanto às práticas condenáveis do PT, dentro e fora do governo. No entanto, frente às ameaças imediatas e urgentes à democracia, aos grupos vulneráveis, aos direitos humanos e ao meio ambiente, recomenda que seus filiados e simpatizantes não destinem nenhum voto ao candidato Jair Bolsonaro e, isso posto, escolham de acordo com sua consciência votar da forma que considerem melhor para o país", diz o comunicado do partido.

Para a Rede, é impossível não associar as denúncias de corrupção de vários envolvidos com governos do PT, assim como ignorar que a candidatura do PSL pode levar a um "retrocesso brutal e inadmissível".

O partido lista como prioridades a estrutura de proteção ambiental, a preservação dos direitos das comunidades indígenas e quilombolas e direitos humanos em geral, assim como a diversidade da sociedade brasileira. A Rede condenou a promoção e “ incitação sistemática ao ódio, à violência e à discriminação".

Com informações da Agência Brasil.

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