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20 Jun - 11h23
quinta, 20 de junho de 2019
ELEIÇÕES 2018

Relatos de violência por motivação política crescem no 2º turno

13 Out 2018 - 14h21Atualizado 13 Out 2018 - 14h36
Relatos de violência por motivação política crescem no 2º turno -

Comentários sobre agressões por motivação política cresceram desde que o segundo turno começou. Essas publicações repercutem denúncias de agressões que circulam nas redes ou são notícias nos jornais sobre atos de violência. São informações do levantamento feito pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (Daap/FGV), que monitora o diálogo nas redes.

Segundo as informações, 30 dias antes do primeiro turno das eleições deste ano, o total de tuítes sobre agressões foi de 1,1 milhão; nos quatro dias após ao pleito– das 19h de domingo (7) até às 15h de quinta (11)–, o número de tuítes estourou: foram 2,7 milhões.

O caso mais grave foi o primeiro a ganhar notoriedade: o assassinato, na madrugada de segunda (8), em Salvador, de Moa do Katendê.

O mestre de capoeira e fundador do afoxé Badauê foi morto a facadas por um entusiasta do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) com o qual discutira num bar após a votação do primeiro turno, segundo a polícia.

Na última segunda-feira (08), o crime motivou 112 mil postagens entre as 749.495 menções a medo, violência, ofensas e assuntos correlatos, sempre associados ao contexto político. O assassino negou motivação política para a agressão, alegando que foi ofendido pelo mestre de capoeira.

Há comentários também sobre relatos de agressões a gays, lésbicas e travestis, agressões físicas e verbais. Muitos da comunidade LGBT dizem nas redes que são vítimas de ameaças e xingamentos por parte de eleitores de Bolsonaro.

Em Porto Alegre, uma jovem foi agredida por três homens. Ela tinha colado na bolsa um adesivo com a bandeira do movimento LGBT, onde havia a inscrição "Ele não". Os agressores marcaram o corpo dela com uma suástica, usando um canivete. O delegado afirmou que a vítima disse em seu depoimento que foi um caso de homofobia.

Depois do assassinato de Moa do Katendê, o candidato do PT, Fernando Haddad, condenou na quarta-feira (10), todo tipo de violência: "Veja bem, nós estamos conversando com todas as forças que queiram conter a barbárie, que está em escalada no país. Nós temos que botar um fim nessa violência. É demais o que está acontecendo", disse Haddad.

Bolsonaro também repudiou a violência e, na quinta-feira (11) disse que dispensa o voto de eleitores que cometem tais atos: "Dispensamos esse tipo de voto. Não queremos a violência de quem quer que seja, tenha votado em mim ou não, cometeu crime, vai ter que pagar", afirmou o candidato do PSL.

Com informações da G1.

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