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NESTE SÁBADO, 22

Festival online apresenta artistas autorais paraenses produzidos por jovens da periferia de Belém

O evento lança a coletânea "Pelas Fitas", que reúne 15 cantores, cantoras e grupos de estilos musicais como rap, carimbó, guitarrada, samba e outros

22 Ago 2020 - 05h00Atualizado 22 Ago 2020 - 11h03Por FERNANDO ASSUNÇÃO COM SUPERVISÃO LUANA MORAES
Jambu Cósmico é uma das atrações do show virtual - Crédito: Arquivo PessoalJambu Cósmico é uma das atrações do show virtual - Crédito: Arquivo Pessoal

O Centro de Produção Musical com Tecnologias Digitais Moa lançou uma coletânea com 15 artistas autorais oriundos das periferias de Belém, sendo que cada faixa foi produzida por um dos 19 jovens formados pelo projeto, moradores do bairro do Guamá, Jurunas, Terra Firme, Cremação e Condor. 

O lançamento seria antecedido por um festival, marcado para o dia 21 de março, que apresentaria ao público a iniciativa, mas houve uma pandemia no caminho. Uma semana antes, com o avanço da covid-19 no Brasil inteiro e das medidas de restrição, a organização do evento decidiu corretamente suspender o festival. Dois dias depois, o primeiro caso da doença foi confirmado no Estado.

"Quando a pandemia se agravou e chegou em Belém, nós já estávamos com o festival pronto e em plena divulgação. Antes mesmo da orientação de evitar aglomerações e do decreto de lockdown, nós decidimos por não realizar o festival, pois entendíamos que essa atitude fazia parte da nossa responsabilidade social. Foi muito difícil porque, para além da grande mobilização de produtores formados pelo nosso projeto e dos artistas que haviam sodo produzidos por nós, o festival seria um momento de celebração de um ano de trabalho e de finalização do nosso primeiro ciclo. Foi frustrante, mas era o que precisava ser feito na época", explica Rebecca Braga, coordenadora do Moa.

Novos tempos pedem novas posturas e, especialmente para o setor do entretenimento, um dos primeiros a suspender trabalhos, as transmissões online se tornaram uma alternativa em meio a esse cenário. Para o Moa não foi diferente e a produtora decidiu promover uma edição online do festival, para fechar este ciclo do projeto. 

O Moa Festival Online será realizado neste sábado, 22, a partir das 15h, através do Youtube, e vai contar com a participação dos Tamuatás do Tucunduba, Encanto do Tambor, Boi Marronzinho, Samaúma, Jambu Cósmico, Eduardo Barbosa, Roda de Samba Fé no Batuque, Shayra Mana Josy, Nega Ysa, W Mate-U, D'Luís, Bart MC, Roge e Juan K, com um repertório que mistura estilos musicais, como o rap, carimbó, guitarrada, samba e outros.

Expectativas

Samaúma: “As expectativas são as melhores possíveis, todos os artistas mostrando o que eles fazem de melhor, arte. Estão todos com saudades dos palcos então vocês podem esperar por algo muito bom”.

Juan K: “Expectativas mil para esse festival! Todo o processo do projeto Moa, desde a gravação, o lançamento da coletânea e agora a live-show foi uma experiência muito enriquecedora onde conheci muita gente talentosa que deram o sangue para fazer acontecer esse evento. Estou no aguardo de todas as apresentações, vai ser uma mistura boa de acompanhar em um sábado à tarde".

D'Luís: "Sempre foi um projeto esperançoso, de altos e baixos, mas que se mantém de pé e ainda nos faz acreditar na música autoral paraense. O que espero de amanhã é o resultado de todo esse esforço em forma de live".

Roda de Samba Fé no Batuque: "A expectativa é grande! Estamos felizes desde o dia que tivemos a oportunidade, através do Moa, de gravar o nosso som autoral 'Égua do Feijão Cheiroso'. O festival já é um sucesso e gostaríamos de agradecer desde já ao projeto. Salve o Moa! Salve o festival online! Salve a Roda de Samba Fé no Batuque".

Encanto do Tambor: "Chegamos forte! E somos do Norte! Nossa expectativa para o festival é a melhor. Desejamos que as produções artísticas periféricas ganhem cada vez mais visibilidade. Por mais projetos que apoiem a produção musical de artistas da nossa cidade".

Jambu Cósmico: "Acreditamos que o festival é representação de muitas coisas: cultura, talento, afeto. E no nosso encontro, vamos expressar o melhor da música periférica. É incrível como tudo é produzido aqui: tecnomelody, carimbó, brega, samba, rap e muitos outros gêneros, isso também é diversidade. Somos plurais. A voz da baixada tem ecoado e acreditamos que vai ecoar muito mais".

Eduardo Barbosa: "Minha expectativa com o Moa Festival Online é a de fechamento de um ciclo iniciado ali com as primeiras fases da produção da música que atualmente integra a coletânea 'Pelas Fitas' e que está disponível nas plataformas de streaming. Espero que o Moa tenha outras edições selecionando novos artistas das periferias de Belém e dando o suporte para que eles deem o pontapé inicial".

W Mate-U: "Nós do Moa tivemos nossos primeiros planos do festival adiados pelo vírus e tivemos que nos adaptar. Então agora vai ser algo dentro dessa realidade. Minha expectativa é que todos possam ver as dimensões dos artistas e possam curtir os trabalhos de cada um".

Boi Marronzinho: "A presença do Boi Marronzinho no projeto Moa significa a periferia de Belém nas grandes plataformas das redes sociais, espaço conquistado; antes, nunca imaginado".

O projeto

Além de formar jovens para atuar no mercado cultural local, o Moa possui um caráter inédito por realizar um produto musical gerado a partir da formação técnica de produtores musicais e culturais. O resultado foi a coletânea intitulada “Pelas Fitas”. O título do álbum faz referência às moradias de palafitas e as gírias da região. 

“É inédito porque não se trata apenas de gravar o artista gratuitamente, antes disso se trata de formar um time de produtores, onde o nosso objetivo é fortalecer um arranjo produtivo local, criar uma rede de talentos, e são esses jovens, que com esse conhecimento técnico vão ampliar sua capacidade de levar as suas linguagens para o Brasil e para o mundo”, afirma Giancarlo Frabetti, coordenador do projeto.

Os próximos passos são: expandir o projeto para outros bairros com as formações, fomentar essa rede de produtores e artistas, contribuindo assim com a cena cultural de Belém, pela perspectiva da periferia. 

Serviço:

O Moa Festival Online ocorrerá neste sábado, 22, às 15h, pelo Youtube.

Acompanhe o Moa no Facebook e Instagram e ouça a coletânea no Youtube e Spotify.

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