Publicado em 9 de junho de 2026 às 07:50
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan não participará da Copa do Mundo de 2026 após ter a entrada negada nos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio. A decisão impede que o profissional atue na competição e frustra a possibilidade de ele se tornar o primeiro árbitro da Somália a trabalhar em uma edição do Mundial.>
Artan havia sido incluído pela Fifa entre os 52 árbitros selecionados para a Copa do Mundo, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. No entanto, ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Miami, ele foi impedido de entrar no país e acabou seguindo para a Turquia.>
Em nota oficial, a Fifa confirmou o afastamento do árbitro da competição. Segundo a entidade, a decisão sobre vistos e autorizações de entrada é de responsabilidade exclusiva das autoridades do país anfitrião.>
“A Fifa pode confirmar que Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo de 2026 após ter sua entrada nos Estados Unidos negada”, informou a entidade.>
As autoridades americanas não divulgaram oficialmente o motivo da negativa. A Somália está entre os países afetados por restrições migratórias implementadas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fator apontado por veículos internacionais como possível causa da decisão.>
Reconhecido pela Confederação Africana de Futebol (CAF) como o melhor árbitro masculino de 2025, Artan integra o quadro da Fifa desde 2018 e acumula participações em competições continentais, incluindo a Copa Africana de Nações.>
Mesmo fora do Mundial, o árbitro adotou um tom de agradecimento em declaração divulgada à imprensa internacional. Ele destacou o apoio recebido da Fifa, da CAF e da comunidade do futebol, além de afirmar que seguirá focado na carreira e em futuras competições.>
A Federação Somali de Futebol solicitou esclarecimentos à Fifa sobre o caso. Já a Casa Branca defendeu a decisão das autoridades de imigração. Em entrevista à BBC, Andrew Giuliani, responsável pela força-tarefa do governo americano para a Copa do Mundo, afirmou que a medida foi correta, mas não apresentou detalhes sobre os motivos da restrição.>
A ausência de Artan representa um dos primeiros impactos diretos das políticas migratórias dos Estados Unidos sobre a organização do Mundial de 2026, considerado o maior da história da competição, com participação de 48 seleções.>