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Com alta rejeição da torcida, Felipe Albuquerque diz: 'O erro faz parte do processo'

Executivo de futebol do Paysandu afirmou que não interfere na escalação do time

26 Out 2020 - 19h32Atualizado 26 Out 2020 - 19h32Por Junior Cunha
Ricardo Gluck Paul e Felipe Albuquerque - Crédito: Jorge Luiz/PaysanduRicardo Gluck Paul e Felipe Albuquerque - Crédito: Jorge Luiz/Paysandu

No comando do futebol do Paysandu desde o início da gestão de Ricardo Gluck Paul, em 2019, o executivo de futebol do clube, Felipe Albuquerque, falou na tarde desta segunda-feira, 26, durante a apresentação do treinador João Brigatti. Em sua fala, Felipe assegurou que a maior cobrança em cima do seu trabalho é feita por ele mesmo e que o mau início do Paysandu na Série C atrapalhou os planos de estar, hoje, em uma situação mais confortável no Grupo A.

"Eu disse quando assumi o departamento do Paysandu que não existe nenhuma cobrança maior que a minha. Entendo que o ambiente externo está muito conturbado, até acho que pelo ambiente político que o clube vive nessa temporada, eu estou tranquilo em saber que não existe nenhum cobrança maior que a minha mesmo. Nesse momento nós não estamos dentro do G4, muito por conta dos seis primeiros jogos que fizemos no primeiro miniciclo com o ex-presidente (Hélio dos Anjos), onde tivemos quatro jogos em Belém e dois fora e só fizemos sete pontos. Depois com o Matheus (Costa) e o Leandro (Niehues) a frente, mesmo fazendo quatro jogos fora e um clássico, enfrentamos os quatro times que estão dentro do G4 hoje e fizemos oito pontos. Realmente o nosso início de campeonato foi muito comprometido pela maneira como a equipe estava jogando. Nesse momento já passamos um pouco da primeira meta que era fazer 10 pontos e agora nesses últimos seis jogos vamos ter que recuperar os pontos que deixamos para trás", disse.

Durante sua gestão no clube, esta é a quinta vez que o Paysandu apresenta um novo treinador. Neste período de quase dois anos já passaram pelo clube o próprio João Brigatti, Léo Condé, Hélio dos Anjos e Matheus Costa. Além deles, por três vezes a equipe foi comandada pelo então auxiliar permanente do clube, Leandro Niehues - incluindo o jogo do último sábado na Paraíba contra o Treze. Por outro lado, as críticas dos torcedores em cima do trabalho de Felipe crescem a cada dia. Isso tudo por conta das contratações feitas pelo executivo que, muitas das vezes, segundo a análise dos torcedores, estão abaixo do esperado para ajudar a equipe na busca dos objetivos em campo.

Perguntado se haveria uma falha no planejamento do futebol do clube por conta do elevado número de treinador em menos de dois anos, o executivo do Papão rechaçou essa possibilidade, porém admitiu que o erro faz parte do processo chamado futebol. 

"O Paysandu passou por cinco treinadores, mas teve um que estava no top 5 do Brasil em tempo de longevidade. O Hélio (dos Anjos) estava há mais de um temporada e meia a frente do clube. Realmente teve duas trocas rápidas que foram a do Léo (Condé, em 2019) e a do Matheus (Costa, na última semana), mas prefiro enxergar quem em tempo de trabalho o Paysandu teve um dos profissionais a mais tempo no cargo no Brasil. O Paysandu fez esse ano o menor número de contratações, talvez, no século. Mantivemos oito dos 11 jogadores titulares de uma temporada para a outra. Tem números que nos mostram que a nossa linha defensiva, dos quatro defensores, é uma das linhas com menor número de gols tomados e maior número de minutos jogados no país. Eu acho que também cabe, quando vai se fazer essa leitura, enxergar o copo meio vazio e não sempre o copo meio cheio. Nesse nível que estamos e com a média salarial que o Paysandu paga e que paga a divisão (Série C), o erro faz parte do processo. Os clubes que estão em divisões superiores pagando 500, 600, 1 milhão de reais em salários erram, então é natural que a gente que tem um ticket médio infinitamente menor, também vamos errar. Por isso o nosso processo de contratação é muito criterioso e por isso as vezes demora em escolher um profissional que venha somar com a camisa do Paysandu. Mas o erro é natural. Não tem como trabalhar com o futebol sem errar".

Interferência na escalação

Ao sair do Paysandu na primeira quinzena de setembro, o técnico Hélio dos Anjos levantou a suspeita de que haveria uma interferência do executivo de futebol do clube nas escalação, de que Felipe Albuquerque escolhia quais jogadores estariam aptos para entrar em campo e quem seria relacionado para o jogo. 

Sobre o assunto, Felipe disse que o retorno de João Brigatti, demitido em março de 2019 após cinco vitórias e três empates, responderia esta pergunta. Segundo Felipe, "um profissional não fica dois anos a frente do Paysandu se não for competente" para isso. 

"O retorno do Brigatti por si só já responde isso. Um profissional de alto gabarito que conquistou o acesso ano passado. Se houvesse qualquer tipo de atitude dessa maneira, o Paysandu não teria condições de recontratar um profissional desse nível. Mas absolutamente nunca aconteceu isso. Sou um profissional que já estou há algum tempo no mercado. Já trabalhei com treinadores muito bem conceituados no mercado. E se esse tipo de coisa fosse verdade, já estaria muito bem difundido. Um profissional não fica dois anos a frente do futebol do Paysandu se ele não for competente. A relação com o Ricardo é profissional. O que faz estar na frente do Paysandu é essa condução profissional que o clube exige".

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