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BANCO DA AMAZÔNIA

Microempreendedores informais da região Norte receberam mais de R$ 101 milhões em 2019

Valor foi aplicado pelo Banco da Amazônia, através do Programa Amazônia Florescer

31 Dez 2019 - 21h02Atualizado 31 Dez 2019 - 21h08
Microempreendedores informais da região Norte receberam mais de R$ 101 milhões em 2019 - Crédito: Reprodução Crédito: Reprodução

Joselias Leite, 59 anos, mais conhecido como “Saboroso”, vende refeição há 5 anos na garagem da residência dele, no bairro do Coqueiro, Ananindeua, município da área metropolitana de Belém-PA. A partir do crédito que ele recebeu do Programa Amazônia Florescer do Banco da Amazônia, voltado para microempreendedores informais, ele teve a possibilidade de comprar mercadorias e expandir suas vendas. Hoje, com o apoio da esposa Valdiza Trindade, ele já possui um comércio com venda de roupas, brinquedos e produtos em geral. Ele é o exemplo de uma das 45.700 pessoas beneficiadas pelo programa que aplicou na região Norte mais de R$ 101,42 milhões em 2019.

Ele está satisfeito com o programa e tem planos para renovar o financiamento. “Vou fazer o terceiro empréstimo em janeiro do próximo ano e com o dinheiro vou comprar mais mercadorias para renovar o meu comércio”, revelou.

Saboroso conheceu o Amazônia Florescer em 2018 e, na ocasião, ele já vendia refeições somente à noite. Com o apoio do programa, ele passou a vender também no horário de almoço. Com o aumento da clientela, ele fez uma divisão na própria garagem e abriu o comércio de variedades.

Este microempreendedor de Ananindeua estava desempregado quando iniciou o ponto de venda de refeição. Ele é um retrato dos 1,48 milhões de paraenses, segundo o IBGE-Pará, que estão na informalidade no interior do estado do Pará. São pessoas que, partindo da necessidade de sustentar a família, entraram no mercado informal para iniciar um negócio próprio e encontraram no microcrédito uma alternativa para encontrar o crédito necessário para obter capital, tendo em vista que os serviços tradicionais bancários, muitas vezes, não dão acesso ao microempreendedor.

Esse segmento é apoiado pelo Programa de Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) do governo federal que visa apoiar e estimular o empreendedorismo de pequeno porte com capacitação e orientação financeira, sejam estes negócios individuais ou coletivos, com o intuito de promover a inclusão social e o desenvolvimento em âmbito local. O MPO possui como metodologia orientar o tomador do crédito para que possa gerir, separar o seu negócio dos recursos familiares e se manter adimplente. 

Na região Norte, o MPO é realizado pelo Banco da Amazônia, por meio do Programa Amazônia Florescer, que existe há 12 anos, atendendo clientes das zonas urbanas e rurais. Desde o mês de agosto, o Banco realiza o atendimento por meio do aplicativo MPO Digital, tornando o acesso muito mais rápido e desburocratizado.

Segundo o gerente executivo de Pessoas Físicas do Banco, Misael Moreno, por meio do MPO Digital, foram aplicados no microcrédito regional o valor de R$ 101,42 milhões somente em 2019, atingindo 11.425 contratos. "Considerando que cada contrato possui em média quatro clientes, significa dizer que o Banco atendeu cerca de 45.700 pessoas", comemora o gestor, que também explicou que este número foi possível graças à criação do aplicativo, que possibilitou a renovação contratual dos contratos anteriores de modo automático. “A primeira plataforma digital do Banco foi o aplicativo MPO Digital, criado para atender o segmento do microcrédito, em virtude da importância e da prioridade que a Instituição oferece aos negócios de pequenos portes. Assim, esperamos atender muito mais clientes em 2020”, acrescentou. 

Segundo o gestor, na Amazônia, a informalidade aponta uma necessidade de chegar ao empreendedor de forma diferenciada, isto é, com capacitação e orientação financeira. "Não apenas conceder o crédito", disse e acrescentou que somente neste ano, quase 48 mil pessoas receberam capacitação, orientação e suporte financeiro. “Não foi apenas um crédito isolado. Alcançamos um grande número de pessoas com capacitação e crédito em um momento desafiador da economia. Assim, o Banco cumpre sua missão social, promovendo o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, informou.

Perfil socioeconômico

Um fato importante a se destacar é a característica da população que é atingida pelo Amazônia Florescer. É um perfil em sua maioria jovem, com destaque para as mulheres que ajudam seus companheiros dentro de casa. São autônomos e pessoas de baixa escolaridade. Esses fatores somados dão um indicativo que as pessoas têm pouco acesso aos canais tradicionais de crédito e não possuem documentos necessárias para obter o crédito.

De acordo com o estudo do perfil socioeconômico dos clientes do programa Amazônia Florescer, elaborado pela Gerência de Pessoas Físicas do Banco da Amazônia no mês de agosto, dos 27.565 clientes ativos, havia 11.588 homens, enquanto que as mulheres atingiam a quantidade de 15.977, demonstrando que o público feminino lidera na relação de gênero do programa.

O nível de escolaridade majoritário verificado foi 9.343 pessoas com o fundamental incompleto. Em segundo lugar, foram 8.797 pessoas com nível médio completo; em terceiro, foram 4.445 com o médio incompleto. A maioria é de solteiros com 11.098 pessoas, enquanto que o estado civil "outros" apareceu em segundo lugar com 8.132 pessoas, em detrimento de casados que somaram 7.809.

Expansão do Programa Amazônia Florescer
Atualmente, o Amazônia Florescer está presente no Pará, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá e Amazonas, proporcionando aos empreendedores populares acesso aos serviços microfinanceiros com tecnologia diferenciada, com estímulo ao desenvolvimento sustentável e inclusão social.

O Banco da Amazônia planeja abrir 10 unidades de microfinanças até o final do primeiro semestre de 2020. Em 2019, foram abertas três novas unidades, totalizando 13 pontos de atendimento na região Norte.

Como funciona?

O acesso ao Programa Amazônia se dá por meio de grupos solidários, formados a partir da reunião voluntária e espontânea de 3 a 10 empreendedores, os quais se conhecem, confiam e cooperam entre si, unidos com o objetivo de obter crédito e crescer juntos. Nesse processo, todos os membros do grupo se responsabilizam conjuntamente pelo crédito.

O crédito será liberado para o grupo e cada cliente terá acesso ao seu valor disponível (entre R$ 300 e R$ 21 mil na primeira operação).

Para participar, os interessados devem residir ou trabalhar no bairro há, pelo menos, um ano, assim como exercer uma atividade pelo mesmo período, ter idade mínima de 18 anos e apresentar cópia do CPF e RG, além de comprovante de residência.

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