Publicado em 27 de maio de 2026 às 07:22
Uma perseguição em alto-mar terminou com um homem morto e dois sobreviventes na terça-feira (26), após as forças armadas dos Estados Unidos interceptarem uma embarcação no Oceano Pacífico Oriental. A ação faz parte de uma grande ofensiva norte-americana contra o tráfico internacional de drogas, mas repete um padrão que vem gerando debates devido à ausência de provas públicas imediatas sobre a carga dos navios alvos.>
Segundo o Comando Sul dos EUA, o setor de inteligência do país havia mapeado que o barco usava uma rota conhecida pelo crime organizado para o transporte de entorpecentes. Logo após o confronto e a contenção dos suspeitos, a Guarda Costeira norte-americana foi acionada para realizar os procedimentos de busca e salvamento dos sobreviventes.>
O episódio não é isolado e acende um alerta sobre a intensidade das ações na região. Este já é o quarto ataque promovido pelos Estados Unidos no Pacífico apenas no mês de maio, somando um rastro de sete outras mortes nessas abordagens violentas.>
Toda essa movimentação responde pelo nome de Força-Tarefa Conjunta Lança do Sul, uma megaoperação focada em combater o narcoterrorismo. O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, defendeu publicamente a agressividade das interceptações, argumentando que as missões são vitais para garantir a segurança interna dos Estados Unidos e blindar o hemisfério ocidental das garras dos cartéis.>
Por outro lado, o sigilo em torno das operações e o fato de o governo norte-americano não apresentar evidências concretas ou detalhes do que foi apreendido após os bombardeios mantêm o sinal de alerta aceso para observadores internacionais sobre o limite dessas fronteiras de atuação.>