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VIOLÊNCIA

6 casos de estupro e 25 de violência doméstica são registrados por hora no Brasil

Fórum Brasileiro de Segurança Pública coletou dados nos Estados

10 Ago 2018 - 10h00Por Da Redação
6 casos de estupro e 25 de violência doméstica são registrados por hora no Brasil - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

O Brasil registrou 60.018 estupros (6 casos por hora) e 221.238 crimes enquadrados na Lei Maria da Penha (25 casos por hora) ao longo de 2017.
 O número de estupros representa um crescimento de 8,4% em relação a 2016, mas não é possível saber a variação relativa aos casos de violência doméstica, já que este é o primeiro ano que o Fórum Brasileiro de Segurança Pública coletou dos Estados dados dessa natureza.

 

Especialistas do Fórum acreditam que ambos os casos estejam subdimensionados dada a dificuldade de registro na polícia desses crimes. Ainda assim, a quantidade é considerada alarmante e pede a implementação de políticas específicas, como treinamento adequado de policiais em delegacias especializadas.

"É um dos piores dados no que diz respeito à qualidade, por causa da subnotificação, e isso ocorre não só no Brasil. A mulher tem medo, tem vergonha", diz a diretora executiva do Fórum, Samira Bueno. 

Ela lembra que a Pesquisa Nacional de Vitimização, de 2012, estimava que entre 7,5% e 10% desses crimes chegavam a ser denunciados em delegacia. "Então, 60 mil é pouco? A situação é muito pior do que parece."

Brasil tem 6 casos de estupro e 25 de violência doméstica por hora. (Foto: Reprodução)

 

Só no ano passado, foram registrados 4.539 homicídios de mulheres (alta de 6,1% em relação a 2016), dos quais 1.133 foram considerados feminicídio pela polícia. Está previsto em lei que quando o crime ocorrer em uma situação de violência doméstica e familiar ou por menosprezo ou discriminação à condição de mulher, deve ser registrado como feminicídio, o que pode aumentar a pena final do criminoso condenado pela Justiça em até um terço do tempo.

O diretor-presidente do Fórum, o sociólogo Renato Sérgio de Lima, lembrou do caso recente registrado em Guarapuava, no interior do Paraná, cuja acusação aponta que o professor Luis Carlos Manvailer foi o responsável por atirar a advogada Tatiane Spitzner da sacada do apartamento do casal, matando-a na hora. "A violência doméstica precisa ser reconhecida como um problema público. As câmeras estavam lá para monitorar o motoboy que entrega a pizza, mas não para intervir em casos como esse?"

A defesa de Manvailer nega o crime. Ele está preso aguardando o andamento do processo, que poderá levá-lo a júri popular.

 

 

Fonte: Terra

 

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