Dólar Comercial compra R$ 4,0468 venda R$ 4,0473 máxima 4,0713
Euro compra R$ 4,5239 venda R$ 4,5249 máxima 4,5310
23 Mai - 16h35
quinta, 23 de maio de 2019
chinthya charone
cerpa_mobile
RIO DE JANEIRO

Acusados de matar Marielle não apresentaram álibi para o dia em que o crime aconteceu

16 Mar 2019 - 09h13
Acusados de matar Marielle não apresentaram álibi para o dia em que o crime aconteceu -

Antes de serem presos, na terça-feira, pelo assassinato da vereadora do PSOL Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o sargento reformado da PM Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio Queiroz foram ouvidos pela Delegacia de Homicídios (DH) da capital, e não apresentaram álibi para o dia em que o crime aconteceu. Em depoimentos prestados há aproximadamente um mês, eles não souberam informar o que faziam entre 17h30m e 23h de 14 de março do ano passado, período em que se desenrolou a dinâmica da execução. No relatório do inquérito policial entregue à Justiça, consta que os dois afirmaram não se recordar de nada daquela data. O relatório destaca que, “como era esperado”, os acusados, que estão com prisão preventiva decretada, não deram explicações capazes de desfazer a suspeita que recai sobre ambos. Lessa é apontado como o autor dos disparos, e Élcio seria o motorista do carro usado no duplo homicídio.

Élcio, de acordo com o relatório, afirmou ter trabalhado no dia do assassinato de Marielle e Anderson pela manhã e à tarde. No entanto, disse não se lembrar do que fez após as 17h30m — alegou apenas que, normalmente, vai para casa por volta das 14h. Porém, na data do crime, antenas de telefonia detectaram o celular do ex-policial na Barra, no mesmo local em que estava o aparelho de Lessa. Durante o período entre a campana na Rua dos Inválidos, no Centro, onde Marielle participava de um evento, e a abordagem ao carro da vereadora, no Estácio, os celulares de Lessa e Élcio permaneceram sem movimentação. Estavam no mesmo local: o condomínio na Barra onde fica a residência do sargento reformado.

Os investigadores observam que foi possível constatar essa rotina “casa-trabalho” de Élcio ao longo de fevereiro e março de 2018. Porém, a mesma análise não excluiu “os veementes indícios de que, no dia 14/03/2018, ele quebrara a rotina para estar junto de Ronnie Lessa na Barra da Tijuca e, mais tarde, na companhia dele, praticar o duplo homicídio”. Para os policiais que apuram o caso, os dois acusados combinaram depoimentos. Um indício é destacado: em 1º de fevereiro deste ano, Lessa, Élcio e um amigo em comum, Pedro Bazzanella, também citado no inquérito do crime, se reuniram em um restaurante da Barra. Naquele dia, Bazzanella foi ouvido na DH. Os três amigos se encontraram antes do depoimento, e, depois, Lessa e Bazzanella voltaram a se reunir no local. Quando Bazzanella e Élcio falaram sobre o que haviam feito na data, policiais descobriram que os dois não contaram toda a verdade. Ambos confirmaram os encontros no estabelecimento, mas omitiram a presença de Lessa.

Com informações do Globo.com.

Deixe seu Comentário

Leia Também

STF retoma julgamento sobre criminalização da homofobia. Acompanhe ao vivo!
JULGAMENTO

STF retoma julgamento sobre criminalização da homofobia. Acompanhe ao vivo!

há 58 minutos atrás
STF retoma julgamento sobre criminalização da homofobia. Acompanhe ao vivo!
PF conclui que policial militar teria tentado dificultar investigação do caso Marielle
OBSTRUÇÃO

PF conclui que policial militar teria tentado dificultar investigação do caso Marielle

23/05/2019 15:16
PF conclui que policial militar teria tentado dificultar investigação do caso Marielle
Justiça autoriza transferência de Eduardo Cunha para o Rio de Janeiro
LAVA JATO

Justiça autoriza transferência de Eduardo Cunha para o Rio de Janeiro

há 2 horas atrás
Justiça autoriza transferência de Eduardo Cunha para o Rio de Janeiro
Decreto restringe fuzil e exército vai decidir se arma poderá ser usada no campo
PORTE DE ARMAS

Decreto restringe fuzil e exército vai decidir se arma poderá ser usada no campo

23/05/2019 14:32
Decreto restringe fuzil e exército vai decidir se arma poderá ser usada no campo
Ministro de Minas e Energia diz que não há barragem segura no Brasil
POLÍTICA

Ministro de Minas e Energia diz que não há barragem segura no Brasil

23/05/2019 14:16
Ministro de Minas e Energia diz que não há barragem segura no Brasil
Últimas Notícias