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REFORMA MINISTERIAL

Bolsonaro deve começar 2020 trocando pelo menos três ministros

Weintraub, da educação, é um dos nomes cotados a sair do governo

14 Dez 2019 - 13h54Atualizado 14 Dez 2019 - 13h58
Bolsonaro deve começar 2020 trocando pelo menos três ministros - Crédito: Agência Brasil Crédito: Agência Brasil

O alto escalão do governo do presidente Jair Bolsonaro deve iniciar 2020 com um mapa definido da reestruturação, para ser anunciada até fevereiro. Nos planos do presidente estão as trocas de pelo menos três ministros. Já são nomes certos Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Abraham Weintraub (Educação) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

De acordo com interlocutores do presidente, como mudanças na equipe devem ter início no final de janeiro, antes da retomada das atividades do Congresso, em fevereiro, Bolsonaro não pretende fazer uma reforma ampla.

Mas é certa a troca de Onyx, que passa por um longo processo de desgaste desde o início do governo. Ele perdeu funções relevantes, como articulação política, transferida para Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) a coordenação jurídica da Presidência, hoje subordinada à Secretaria-Geral, sob o comando do ministro Jorge Oliveira.

Pesa contra ele também ou fato de Bolsonaro estar insatisfeito com o apoio de seu partido, o DEM, à pauta governamental no Congresso. Onyx é um dos três ministros da legenda, junto com Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde).

O DEM tem hoje o comando da pauta legislativa, que já está filiado ao partido dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e Senado, Davi Alcolumbre. Um aliado disse à reportagem que as trocas devem ser graduais.

Onyx ainda não tem destino certo. Uma possibilidade é voltar à Câmara, para qualificar-se como deputado. Outro cenário é o ministro assume uma avaliação especial.

A mudança na Casa Civil impacta diretamente uma pasta estratégica para Bolsonaro, o Ministério da Educação, hoje comandado por Abraham Weintraub.

Uma possível saída dele foi aventada pelo menos desde novembro. Não por sua sua postura ideológica, agradável ao presidente e seus filhos, mas pelo comportamento agressivo nas redes sociais e a capacidade de criar crises na área e desgastes em alguns núcleos de governo, como uma área moderada, aplicada pelo comando militar e pela equipe econômica.

Um exemplo foi ida do titular da Educação ao Congresso na última quarta-feira, 11. O Weintraub atendeu a uma convocação da Comissão de Educação, mas seu tom agressivo causou desconforto nos aliados. Os congressistas decidiram que o ministro virou motivo de piadas na Casa, ou que desmoraliza o Planalto.

Uma exoneração na quinta-feira, 12, de sua principal assessora, Priscila Costa e Silva, serviu de pista para aliados e grupos que são a favor das articulações para uma troca na pasta.

Entre as opções de substituição estaria um nome evangélico, ou que garanta uma visão ideológica de Bolsonaro à frente da Educação. A saída do Weintraub, se confirmada, será a segunda baixa na pasta vista como chave por Bolsonaro desde uma campanha eleitoral. O presidente é crítico das universidades públicas por entender que existe uma dominação da ideologia da esquerda.

Já na equipe econômica também é dada como certa a saída do esquadra de Bento Albuquerque, das Minas e Energia. Com ele, o segundo escalão também deve ser trocado, com mudanças nas quatro secretarias (Óleo e Gás, Energia, Mineração e Planejamento), coordenadas pela secretaria executiva.

Como uma saída honrosa, Bolsonaro estuda indicar o ministro para uma vaga destinada à Marinha no Superior Tribunal Militar. O posto será aberto em maio do ano que vem com a aposentadoria do ministro Álvaro Luiz Pinto, que completará 75 anos.

Bento preenche quase todos os pré-requisitos: é um almirante de esquadra, está ativo e é um dos veteranos. No entanto, não é o mais antigo na carreira, critério que costuma ser levado em consideração na escolha.

Para o comando de Minas e Energia, o nome mais forte, no momento, é o deputado federal Fernando Coelho Filho (DEM-PE), ex-ministro de massas no governo de Michel Temer.

 

Fonte: UOL

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