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TROCAS DE COMANDO

Bolsonaro diz que indicação de diretor da PF é dele e não de Moro

Presidente disse que, se quiser, pode substituir o diretor-geral Mauricio Valeixo, mas não pretende fazer isso agora

22 Ago 2019 - 11h21Atualizado 22 Ago 2019 - 11h30
Bolsonaro diz que indicação de diretor da PF é dele e não de Moro - Crédito: Agência Brasil Crédito: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 21, que pode substituir o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo, mas ressaltou que não pensa em fazer isso no momento.

Bolsonaro reclamou da repercussão da troca do superintendente da PF do Rio de Janeiro, anunciada por ele durante uma entrevista coletiva. O presidente ressaltou que é o responsável por indicar o ocupante do cargo, e não o ministro da Justiça, Sergio Moro, a quem a PF está vinculada.

“Agora há uma onda terrível sobre superintendência. Onze foram trocados e ninguém falou nada. Sugiro o cara de um Estado para ir para lá, “está interferindo”. Espera aí. Se eu não posso trocar o superintendente, eu vou trocar o diretor-geral” disse Bolsonaro, no Palácio da Alvorada.

O presidente questionou várias vezes qual seria o problema se substituísse Valeixo. “Se eu trocar hoje, qual o problema? Se eu trocar hoje, qual o problema? Está na lei. Eu que indico, e não o Sergio Moro. E ponto final. Qual o problema se eu trocar hoje ele? Me responda”

Bolsonaro, no entanto, afirmou que não pretende fazer nenhuma troca no governo no momento. “Se eu for trocar diretor-geral, ministro, o que for, a gente faz na hora certa. Não pretendo trocar ninguém, por enquanto está tudo bem no governo. Agora, quando há uma coisa errada, chamo, converso e tento botar na linha”, afirmou.

Entenda

Na semana passada, Valeixo quase pediu demissão diante da interferência de Bolsonaro na troca de superintendentes da PF. A queda-de-braço pública pelo comando da PF no Rio começou na última quinta-feira.

Sem ser perguntado, Bolsonaro afirmou na ocasião que Saadi deixaria o cargo no Rio por motivo de "gestão" e "produtividade". Era a primeira vez que um presidente da República anunciava o afastamento de um superintendente, assunto historicamente restrito ao diretor-geral da PF. Horas depois, em claro endosso de Moro à posição do órgão policial, o Ministério da Justiça divulgou nota de que Saadi seria substituído por vontade própria.

A PF anunciou que Saadi seria substituído por Carlos Henrique Oliveira Sousa, da Superintendência de Pernambuco, um delegado respeitado dentro da PF. Mas o presidente disse que o cargo caberia a Alexandre Silva Saraiva, superintendente no Amazonas. A partir daí, delegados da cúpula da PF reagiram com vigor.

Valeixo fez chegar a Moro a informação de que, se não pode indicar superintendentes, não teria condições de permanecer no cargo. Quando percebeu o tamanho do problema, Bolsonaro recuou.

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