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Brasil cede a Trump o melhor local do mundo para lançar satélites

Para Flávio Rocha, especialista em geopolítica, Bolsonaro busca alinhamento com Estados Unidos a curto prazo

16 Mar 2019 - 13h19
Brasil cede a Trump o melhor local do mundo para lançar satélites -

Após quase 20 anos de negociações, Brasil e Estados Unidos estão prestes a fechar os termos do novo Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), que concede o uso comercial da base de Alcântara, no Maranhão, para o país comandado por Donald Trump. A informação foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo. A expectativa é que o documento seja assinado na próxima semana, durante a visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) aos Estados Unidos.

Os esforços para concretizar o acordo foram retomados pelo governo Temer (MDB) em 2016, após duas tentativas frustradas: no Congresso Nacional, em 2001, e por meio de plebiscito, na mesma época. A proposta original do governo estadunidense era proibir a utilização da base pelo Brasil, devido à confidencialidade tecnológica.

Professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), Flávio Rocha afirma que, a partir dessa nova negociação, os Estados Unidos teriam acesso ao local mais estratégico – de todo o mundo – para lançamento de satélites. O especialista em geopolítica e segurança internacional entende que o acordo é motivado por uma política "ultra-neoliberalizante".

“Busca-se um alinhamento geopolítico a todo custo, a curto prazo, com os Estados Unidos”, avalia Rocha, que é enfático ao afirmar que a negociação da base de Alcântara coloca a soberania do país sob perigo.

“O maior risco que vejo nisso é uma perda de autonomia política e ideológica do país para desenvolver uma série de tecnologias que seriam de interesse nacional. São tecnologias que nos permitiriam escolher parceiros estratégicos, parceiros para desenvolver toda uma gama de ciência e tecnologias, que poderiam colocar o Brasil em um patamar distinto do que ele está hoje na comunidade científica mundial”, complementa.

Na opinião do docente, o acordo “governo a governo”, sem a opinião de pesquisadores e especialistas da área, não foi feito de forma transparente.

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