Gleisi critica existência da Justiça Eleitoral e Moraes rebate: 'falas errôneas e falsas'; assista

Uma declaração da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, causou polêmica na última quinta-feira, 21, após ela criticar a Justiça Eleitoral e sugerir que “algo estaria errado” no fato de o Brasil ser o único país a ter esse sistema constituído. A declaração da presidente do PT foi dada durante a discussão sobre...

Publicado em 22 de setembro de 2023 às 08:54

Uma declaração da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, causou polêmica na última quinta-feira, 21, após ela criticar a Justiça Eleitoral e sugerir que 'algo estaria errado' no fato de o Brasil ser o único país a ter esse sistema constituído.

A declaração da presidente do PT foi dada durante a discussão sobre o projeto da PEC 9/2023, conhecida como a PEC da Anistia, na Câmara dos Deputados na última quarta-feira, 20. Gleisi argumentou ainda que a democracia não é feita sem os partidos políticos.



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Em resposta, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, reagiu. Em nota, ele repudiou as afirmações e classificou as falas como 'errôneas' e 'falsas'.

Moraes também lamentou que a presidente do PT tenha contestado a existência da Justiça Eleitoral, atribuindo isso ao 'total desconhecimento' sobre a importância, estrutura, organização e funcionamento da Justiça Eleitoral.

Leia a íntegra da nota:

O Tribunal Superior Eleitoral repudia afirmações errôneas e falsas realizadas no intuito de tentar impedir ou diminuir o necessário controle dos gastos de recursos públicos realizados pelos partidos políticos, em especial aqueles constitucional e legalmente destinados às candidaturas de mulheres e negros.

Lamentavelmente, a própria existência da Justiça Eleitoral foi contestada por presidente de partido político, fruto do total desconhecimento sobre sua importância, estrutura, organização e funcionamento.

O Tribunal Superior Eleitoral atua em conjunto com os 27 Tribunais Regionais Eleitorais, com 2637 juízes eleitorais e o mesmo número de promotores eleitorais, com aproximadamente 22 mil servidores e 2,2 milhões de mesários, verdadeiros agentes da cidadania.

A Justiça eleitoral não tem como única função a fiscalização da utilização de dinheiro público pelos partidos políticos, competindo-lhe, principalmente, o cadastramento – inclusive biométrico – e constantes atualizações de nossos 156.454.011 (cento e cinquenta e seis milhões, quatrocentos e cinquenta e quatro mil e onze) eleitoras e eleitores, a organização e realização das eleições e o processo e julgamento de todas as causas eleitorais.

Somos a única Democracia do mundo que apura e divulga os resultados eleitorais no mesmo dia, com agilidade, segurança, competência e transparência. Isso é motivo de orgulho nacional e não para agressões infundadas.

A vocação pela Democracia e a coragem de combater aqueles que são contrários aos ideais constitucionais e aos valores republicanos de respeito à vontade popular permanecem nesses 91 anos de existência da Justiça Eleitoral, como demonstrado nas eleições de 2022.

A Justiça Eleitoral atua com competência e transparência, honrando sua histórica vocação de concretizar a Democracia e a autêntica coragem para lutar contra as forças que não acreditam no Estado Democrático de Direito e pretendem obstar que atue no sentido de garantir o cumprimento da Constituição Federal e da legislação.