Dólar Americano/Real Brasileiro compra R$ 5,3915 venda R$ 5,3925 máxima 5,392
Euro/Real Brasileiro compra R$ 6,2973 venda R$ 6,3006 máxima 6,3106
28 Set - 08h30
terça, 28 de setembro de 2021
LIDER - MELHOR OFERTAS DESK - 02, 11, 20 E 28/09
LIDER - MELHOR OFERTAS MOB - 02, 11, 20 E 28/09
ECONOMIA

Governo Central termina primeiro semestre com déficit de R$ 53,7 bi

29 Jul 2021 - 17h25Atualizado 29 Jul 2021 - 17h13
Governo Central termina primeiro semestre com déficit de R$ 53,7 bi - Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pela terceira vez no ano, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou déficit primário nas contas. Em junho, o resultado ficou negativo em R$ 73,553 bilhões.

Com o resultado do mês passado, as contas públicas, que até maio acumulavam superávit de R$ 19,911 bilhões, passaram a registrar déficit de R$ 53,654 bilhões no primeiro semestre.

Esse foi o segundo maior déficit para meses de junho desde o início da série histórica, em 1997. O resultado só perde para o déficit de R$ 194,853 bilhões registrado em junho do ano passado. Na ocasião, o governo tinha adiado o pagamento de tributos e estava gastando mais por causa da pandemia de covid-19.

O resultado veio pior que o previsto. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, as instituições financeiras projetavam déficit primário de R$ 56,9 bilhões para junho.

O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo sem considerar os juros da dívida pública. O déficit do primeiro semestre é o terceiro maior da série histórica, só perdendo para os seis primeiros meses de 2017 (resultado negativo de R$ 56,478 bilhões) e de 2020 (resultado negativo recorde de R$ 417,346 bilhões).

 

Meta

Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece meta de déficit de R$ 247,1 bilhões para o Governo Central, mas projeto de lei aprovado no fim de abril permite o abatimento da meta de até R$ 40 bilhões de gastos relacionados ao combate à pandemia.

Com a arrecadação melhorando em 2021, a própria equipe econômica projeta o cumprimento da meta de déficit com folga. Divulgado na semana passada, o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas prevê que o Governo Central encerre o ano com resultado primário negativo de R$ 155,4 bilhões.

 

Receitas e despesas

A receita líquida do Governo Central subiu 57% em junho acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com o mesmo mês do ano passado. No mês, elas somaram R$ 110,522 bilhões.

Boa parte dessa alta deve-se à queda de arrecadação provocada pela restrição das atividades sociais no início da pandemia e pelo adiamento de diversos pagamentos, como contribuições à Previdência Social e recolhimentos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Tesouro, no entanto, ressaltou que a recuperação do emprego e da atividade econômica está impulsionando as receitas da Previdência Social e dos tributos que incidem sobre os lucros das empresas e sobre as vendas de bens e de serviços.

As despesas totais caíram 34,6% na mesma comparação, também descontando a inflação pelo IPCA. Em junho, elas somaram R$ 184,075 bilhões. Em 2021, as despesas totais somaram R$ 785,627 bilhões, recuo de 22% também considerando a inflação. Em relação ao teto de gastos, o governo gastou, neste ano, 48,7% do limite de R$ 1,486 trilhão, numa conta que exclui cerca de R$ 30 bilhões em despesas fora do teto.

A queda das despesas totais está relacionada principalmente à redução dos gastos com o enfrentamento à pandemia. Em junho, o volume de créditos extraordinários caiu R$ 70,7 bilhões em relação ao mesmo mês de 2020. Além disso, não se repetiu o pagamento da primeira parcela da ajuda financeira a estados e municípios, que tinha somado R$ 21,3 bilhões em junho do ano passado.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 8,358 bilhões em junho, recuo de 71,2% em relação ao mesmo mês de 2020, descontada a inflação pelo IPCA. No acumulado do ano, os investimentos somam R$ 17,047 bilhões, queda de 59,7% na comparação com o primeiro semestre do ano passado, também descontado o IPCA. O atraso na aprovação do Orçamento de 2021, sancionado apenas no fim de abril, explica o recuo nos investimentos no acumulado do ano.

Com informações da Agência Brasil

Envie denúncias, informações, vídeos e imagens para o Whatsapp do Portal Roma News
(91) 98547-6589ou clique aqui e fale conosco

Deixe seu Comentário

Leia Também

Explosão em prédio na Suécia faz mais de duas dezenas de feridos
ACIDENTE

Explosão em prédio na Suécia faz mais de duas dezenas de feridos

há 56 minutos atrás
Explosão em prédio na Suécia faz mais de duas dezenas de feridos
Caixa paga auxílio emergencial para nascidos em julho nesta terça-feira
BENEFÍCIO

Caixa paga auxílio emergencial para nascidos em julho nesta terça-feira

28/09/2021 07:14
Caixa paga auxílio emergencial para nascidos em julho nesta terça-feira
Dia Mundial de Luta contra a Raiva: 59 mil pessoas morrem por ano
DOENÇA INFECCIOSA

Dia Mundial de Luta contra a Raiva: 59 mil pessoas morrem por ano

28/09/2021 04:58
Dia Mundial de Luta contra a Raiva: 59 mil pessoas morrem por ano
Bolsonaro sanciona MP do Documento Eletrônico de Transporte
COM VETO

Bolsonaro sanciona MP do Documento Eletrônico de Transporte

27/09/2021 22:43
Bolsonaro sanciona MP do Documento Eletrônico de Transporte
Governo anuncia ações pelo Dia de Luta da Pessoa com Deficiência
DIREITOS HUMANOS

Governo anuncia ações pelo Dia de Luta da Pessoa com Deficiência

27/09/2021 21:32
Governo anuncia ações pelo Dia de Luta da Pessoa com Deficiência
Últimas Notícias