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DENÚNCIAS

Grupo italiano se mobiliza por justiça para vítimas de pandemia

23 Mai 2020 - 14h12Atualizado 23 Mai 2020 - 14h12
Grupo italiano se mobiliza por justiça para vítimas de pandemia - Crédito: Emanuele Cremaschi/Getty Images Crédito: Emanuele Cremaschi/Getty Images

A Itália dá os primeiros passos para tentar voltar à normalidade após meses de quarentena, mas um grupo que já reúne cerca de 54 mil pessoas se organiza para buscar justiça para familiares mortos na pandemia do novo coronavírus.

O idealizador do grupo Luca Fusco, morador de Bergamo que perdeu o pai na pandemia e criou, no fim de março, uma página no Facebook chamada "Noi Denunceremo" ("Nós Denunciaremos"). O grupo já possui dezenas de depoimentos sobre perdas provocadas pela covid-19.

"O principal objetivo desse grupo é conhecer a verdade do que aconteceu, e se tiver havido responsabilidade de alguém, esse alguém deve pagar", afirma Fusco. 

Seu pai, que motivou a criação da página, mal teve tempo de combater a doença. Internado em uma clínica privada com pneumonia, ele não respondia à medicação e morreu dois dias depois de um exame ter confirmado a infecção pelo novo coronavírus.

Com as filas em cemitérios e crematórios de Bergamo, o corpo foi enviado para longe da cidade, e durante 20 dias a família sequer soube de seu paradeiro. "Depois, finalmente conseguimos recuperar a urna com as cinzas", diz Fusco.

O grupo Noi Denunceremo montou um comitê responsável por coletar denúncias, e algumas delas já foram levadas aos Ministérios Públicos de províncias como Bergamo, Milão, Brescia, Gênova e Turim.

Entre os alvos estão órgãos públicos acusados de ter subestimado a crise sanitária em seu início. "Eles pensaram que era uma coisa muito mais administrável, mas não conseguiram contê-la. Por isso, tivemos uma corrida aos hospitais, que não conseguiram dar conta do número de pessoas. Tivemos um mês em que as pessoas morriam no pronto-socorro", relata Fusco.

No fim de fevereiro, quando surgiram os primeiros casos de transmissão interna na Itália, as principais lideranças políticas do país deram declarações que seriam derrubadas pelos fatos poucos dias depois. O primeiro-ministro Giuseppe Conte chegou a dizer que a vida precisava "continuar", e o governador da Lombardia, Attilio Fontana, afirmou que a covid-19 era "pouco mais que uma gripe normal".

Já o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, virou exemplo no mundo inteiro ao apoiar uma campanha defendendo que a cidade não podia parar e depois pedir desculpas. No auge da crise, hospitais da região da Lombardia ficaram à beira do colapso, e caminhões militares foram enviados para remover corpos que aguardavam sepultamento ou cremação em Bergamo.

Fonte: Globo.com

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