Justiça absolve homem acusado de agredir irmã de Cristiano Zanin, ministro do STF

O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu nesta semana Rogério Cardoso Júnior, de 64 anos, suspeito de ter agredido a advogada Caroline Zanin, irmã do ministro Cristiano Zanin do Supremo Tribunal Federal (STF), e também de ter chutado os cachorros dela. O caso aconteceu em frente ao prédio onde a irmã de Zanin mora,...

Publicado em 21 de dezembro de 2023 às 08:06

O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu nesta semana Rogério Cardoso Júnior, de 64 anos, suspeito de ter agredido a advogada Caroline Zanin, irmã do ministro Cristiano Zanin do Supremo Tribunal Federal (STF), e também de ter chutado os cachorros dela. O caso aconteceu em frente ao prédio onde a irmã de Zanin mora, em Perdizes, na zona oeste da capital paulista, em 16 de outubro.

Nas imagens captadas por câmeras de segurança, é possível ver a advogada aguardando para entrar no condomínio em que mora quando Rogério chega ao local e tenta acertar chutes nos animais, que estão presos à guia e sendo conduzidos por Caroline. Com base no vídeo, Rogério foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), no começo de novembro, por lesão corporal dolosa contra mulher e maus-tratos a animais.

A juíza Isaura Cristina Barreira decidiu pela absolvição sumária do réu. Na decisão, a magistrada destacou: 'Percebe-se, pois, que nada de concreto foi apresentado em juízo que, efetivamente, pudesse evidenciar qualquer agressão sofrida pela vítima e que seria objeto do direito penal'. A juíza afirmou que, pelas imagens é possível constatar que Rogério 'estava caminhando normalmente e que foram os dois cachorros que se aproximaram dele sem qualquer contenção por parte da vítima'.

Ainda de acordo com a julgadora, só depois dos cachorros terem avançado contra Rogério, foi que a irmã do ministro de STF tentou contê-los: 'Nota-se que a corda da coleira dos dois cachorros estava frouxa e a vítima não conteve e não teve nenhum cuidado na contenção de projeção do ataque de seus cachorros, sendo que a vítima mesmo percebendo que seus dois cachorros foram em direção do réu, não os conteve, conforme se vê claramente pelas imagens' afirma na decisão.