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Marido acusado de matar advogada no Paraná diz que não se lembra do que ocorreu

11 Ago 2018 - 08h23
Marido acusado de matar advogada no Paraná diz que não se lembra do que ocorreu - Crédito: Reprodução Crédito: Reprodução

Um laudo médico, que foi solicitado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e anexado ao processo público que investiga a morte da advogada Tatiane Spitzner nesta sexta-feira (10), relata que Luis Felipe Manvailer, marido da jovem e réu na ação penal, disse que "não lembra do que ocorreu". Na avaliação psiquiátrica, ele disse achar que a mulher pulou da sacada, afirma o laudo.

A defesa do marido informou que impugnou a validade do laudo e que seu cliente continua negando que tenha matado Tatiane Spitzner.

Tatiane era advogada. Ela foi encontrada morta depois de cair do 4º andar do prédio em que eles moravam, em Guarapuava, na região central do Paraná, em 22 de julho.

O MP-PR pediu uma avaliação psiquiátria e psicológica de Mainvailer com urgência antes da análise de um pedido de transferência feito pela defesa dele para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo os advogados do jovem, ele tentou tirar a própria vida dentro da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) onde atualmente está detido.

O laudo médico relata ainda que Luis Felipe disse, em conversa com o advogado, que sua vida acabou como professor, além de sua relação interpessoal e vida amorosa.

O documento médico também diz que Luis Felipe Manvailer argumentou "todos já o julgam como se tivesse assassinado a esposa".

Ainda conforme o laudo, o marido de Tatiane disse que não usou drogas no dia em que a mulher foi encontrada morta e que usou maconha cinco vezes na vida. Que esse dia era o seu aniversário e "que havia usado gym, vodka e uísque".

O laudo também diz que Manvailer chorou durante a avaliação e não explicou o motivo de ter limpado o elevador das manchas de sangue e de ter "fugido rumo Paraguai".

Réu no processo

A denúncia acusa Manvailer pelos crimes de homicídio com quatro qualificadoras (meio cruel, dificultar defesa da vítima, motivo torpe e feminicídio), cárcere privado e fraude processual, na quarta-feira (8).

Para o MP-PR, Luís Felipe, que foi flagrado pelas câmeras de segurança agredindo a mulher minutos antes da queda, é o responsável pela morte dela.

A perícia feita no local da morte constatou que ela teve uma fratura no pescoço, característica de quem sofreu esganadura.

Fonte: G1

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