'O Brasil é uma encrenca. É um negócio difícil de administrar', diz Fernando Haddad

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou neste sábado, 15, que o Brasil é “um negócio difícil de administrar” e uma “encrenca”. As declarações aconteceram durante participação do ministro em um evento promovido pelo empresário e ex-banqueiro Eduardo Moreira, criador do Instituto Conhecimento Liberta (ICL). Haddad criticou a postura de algumas pessoas em posições de...

Publicado em 15 de junho de 2024 às 16:21

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou neste sábado, 15, que o Brasil é 'um negócio difícil de administrar' e uma 'encrenca'. As declarações aconteceram durante participação do ministro em um evento promovido pelo empresário e ex-banqueiro Eduardo Moreira, criador do Instituto Conhecimento Liberta (ICL).

Haddad criticou a postura de algumas pessoas em posições de poder que, 'às vezes', não fazem 'a coisa certa pelo país', e apontou que lidar com esse problema é um dos maiores desafios da vida pública. Haddad foi aplaudido ao menos 10 vezes pelos presentes durante sua fala.

'Às vezes quem está numa posição de poder não está fazendo a coisa certa pelo país. Você tem um país de ouro, um povo de ouro, e você vê que quem pode fazer a diferença nem sempre está pensando no interesse público', disse. E continuou: 'Essa é a coisa mais difícil de lidar na vida pública do Brasil'.

O ministro lembrou ainda que sempre deu aulas de história do desenvolvimento dos países e que nunca viu 'país que deu certo sem um projeto coletivo'.

O ministro recordou o início de sua carreira e garantiu que não trocaria os 18 anos de experiência trabalhando na loja de seu pai, no Centro de São Paulo, pelos diplomas em Economia, Filosofia e Direito conquistados na Universidade de São Paulo (USP). 'Foi um período muito rico, de aprender a respeitar as pessoas', disse, completando que não se considera um político profissional, mas sim um professor.

Ele reiterou que o Brasil possui o potencial para ser uma nação 'grande' e que não há necessidade de se contentar em ser uma economia de porte médio: 'O Brasil não precisa ser quintal de ninguém, somos metade da América do Sul, temos que ser parceiros dos Estados Unidos, da Europa, da China, integrar o continente latino-americano', disse.

Para ele, o país tem a capacidade de ser 'amigo de todo mundo' e de ajudar na resolução de conflitos externos, destacando que o Brasil é mais respeitado internacionalmente do que internamente.