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APÓS NOVE MORTES

Ouvidoria da PM pede afastamento de policiais que participaram de operação em Paraisópolis

02 Dez 2019 - 17h11Atualizado 02 Dez 2019 - 18h33
Ouvidoria da PM pede afastamento de policiais que participaram de operação em Paraisópolis - Crédito: Reprodução Crédito: Reprodução
A Ouvidoria das polícias de São Paulo solicitou que os policiais militares envolvidos na operação que resultou em nove mortes em um baile funk em Paraisópolis, na madrugada deste domingo, 01, sejam afastados do serviço operacional das ruas. Se acatado o pedido pela Corregedoria, os agentes ficam foram de operação até o final da investigação.
 
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) disse nesta segunda-feira, 2, comentou sopbre a política de segurança pública do estado. Confira clicando em:
 
'Política de segurança pública não vai mudar', diz Doria após mortes em Paraisópolis
 
O ouvidor das polícias, Benedito Mariano, também pediu ao superintendente da polícia técnica e científica dois laudos: o balístico, para avaliar as armas recolhidas dos policiais que participaram da ação; e o exame de necropsia nas nove vítimas , para verificar a causa morte.
 
Benedito Mariano comemorou a troca de comando da apuração do caso. Ele havia pedido oficialmente, na manhã desta segunda-feira, 02, a transferência da investigação do 16º Batalhão para a Corregedoria.
 
Vídeos que circulam nas redes sociais, supostamente gravados por testemunhas da ação em Paraisópolis, apontam que houve casos de abuso policial. Num deles, policiais espancam dois jovens numa viela. Em outra imagem, os agentes cercam os moradores num beco. Assim teriam ocorrido das mortes por pisoteamento, segundo a versão dos moradores e frequentadores.
 
A Polícia Militar disse que a ação foi resultado de uma perseguição policiais a dois suspeitos que, abordados numa moto, não pararam e fugiram atirando. Eles teriam sido perseguidos por cerca de 400 metros e depois entrado no baile, usando o público como “escudo humano”. A abordagem à moto ocorreu porque o veículo era parecido com um que já havia atirado nos policiais.
 
O tenente-coronel Emerson Massera, da PM, afirmou que ao perceber a presença dos agentes, o público do baile reagiu, atirando pedras e garrafas. Foi quando a Força Tática chegou para dar reforço. Com a correria, as pessoas foram pisoteadas. Ao todo, participaram da ação 38 policiais. Durante a dispersão, os policiais utilizaram quatro granadas de efeito moral e duas de gás lacrimogênio, além de disparar oito tiros de bala de borracha. A PM afirma que os policiais não deram tiro de arma de fogo.
 
Fonte: O Globo

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