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DEU RUIM

Raquel Dodge pede condenação do senador Fernando Collor e cassação de seu mandato

25 Abr 2019 - 18h17Por Da Redação
Fernando Collor poderá ser condenado a 22 anos de prisão - Crédito: Reprodução - Ailton de Freitas/Agência O GloboFernando Collor poderá ser condenado a 22 anos de prisão - Crédito: Reprodução - Ailton de Freitas/Agência O Globo

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o senador  alagoano, ex-presidente Fernando Collor (PROS-AL) seja condenado a 22 anos de prisão e que seja multado em 1.400 salários mínimos

A PGR acusa o grupo liderado por Fernando Collor de ter recebido R$ 29,95 milhões em propina no período de 2010 a 2014, por isso, a procuradora pede que seja devolvido aos cofres públicos em valor dobrado, cerca de R$ 60 milhões por danos morais.

Além de Fernando Collor, respondem pelos crimes, Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, conhecido como PP, que foi ministro de Collor quando ele era presidente da República, e Luís Amorim, administrador da TV Gazeta de Alagoas, de propriedade do senador. Cada um pode pegar até 14 anos de prisão.

Além da condenação do senador, a ação também pede do mandato de Fernando Collor, denunciado por receber propina no total de R$ 9,6 milhões, para viabilizar irregularmente um contrato de troca de bandeira de postos de combustível celebrado entre a Derivados do Brasil (DVBR) e a BR Distribuidora.

O senador também responde por outra propina de cerca R$ 20 milhões para viabilizar irregularmente a celebração de quatro contratos de construção de bases de distribuição de combustíveis entre a UTC Engenharia S/A e a BR Distribuidora.

Ele se tornou réu na Operação Lava-Jato em dois crimes: corrupção passiva - em que a PGR pede condenação e pena de 12 anos; além de lavagem de dinheiro, cuja pena requerida é de dez anos.

A PGR assegura na ação que há provas de que Fernando Collor "praticou o crime de corrupção passiva ao haver utilizado o seu mandato parlamentar e sua influência política para obter vantagens indevidas por intermédio de Pedro Paulo Bergamaschu, principal operador do 'caixa geral de propinas' mantido junto a Alberto Youssef (doleiro que se tornou delator na Lava-Jato) e arrecadado em razão do esquema ilícito instaurado perante a BR Distribuidora".

Fonte: G1

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