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AÇAÍ

Ouro Negro da Amazônia alimenta sonhos

23 Set 2021 - 11h04Atualizado 27 Set 2021 - 12h41
Ouro Negro da Amazônia alimenta sonhos -
Essencial na mesa dos paraenses, o açaí é aquele tipo de fruto que causa sensações em quem o consome. Satisfação ao tomá-lo puro com seus diversos acompanhamentos, estímulo para praticar atividades físicas ou até mesmo aquela vontade de deitar em uma rede. Sinônimo de preguiça? Não para o produtor Luanderson Queiroz. Morador de Santo Antônio do Tauá, no nordeste paraense, ele trabalha de domingo a domingo no pomar da família. Juntos, eles acompanham a fase de plantio e aguardam pela primeira safra do fruto. A espera é cercada não só pela ansiedade para o momento da colheita, mas pela certeza do manejo correto do fruto. "O açaí, desde que nossa família decidiu mudar todas nossas atividades para o cultivo, é literalmente a nossa vida. Representa nossos últimos anos, nosso hoje e nossos sonhos de futuro. Pensamos nas melhores maneiras de manejá-lo, tanto para os desafios presentes quanto já nos preparando para o futuro", afirma o dono do Pomar Açaí Ouro Negro. 
 
Como a palmeira demora de seis a sete anos para entrar na fase frutífera, os investimentos no pomar são periódicos e necessários. Para a família de Luanderson, essa investida para tornar a polpa mais forte e saborosa só foi possível graças ao apoio do Banco da Amazônia (Basa). "Antes do financiamento para o custeio, nos víamos sempre na encruzilhada de ter que escolher o que era mais essencial para nosso cultivo, escolher entre fazer a roçagem ou adubar, entre roçar ou fazer coroamento. Decisões que tivemos de tomar na necessidade, mas que atrasavam nossas plantas e prometiam diminuir nossa futura safra. Com o apoio do Banco da Amazônia conseguimos programar todas as necessidades biológicas de um ano de nosso pomar e saciá-las, melhorando de forma crucial a saúde e vigor das palmeiras, como também nossas safras futuras", explica Queiroz.
 
 
O pomar de Luanderson Queiroz, ainda no início (divulgação) 
 
O apoio que o dono do pomar se refere é o financiamento da atividade extrativista do custeio do açaí de forma sustentável. A medida promove o desenvolvimento econômico e social do setor rural, por meio do apoio financeiro às despesas com insumos, tratos culturais e colheita do ciclo produtivo da lavoura, além do aumento e diversificação da produção e dos níveis de produtividade.  "O Banco da Amazônia, visando sempre a produção sustentável das atividades econômicas e produtivas da Amazônia, tem por fim o financiamento consciente destas atividades como é o caso do extrativismo do açaí no Estado do Pará, pois a utilização do açaí para a produção de frutos contribui para a preservação ambiental por sua facilidade de brotação e extração sem agressão ao meio ambiente", afirma o coordenador de Agricultura Familiar, Microempreendedor Individual e Microcrédito Produtivo Orientado do Banco, Alexandre Trindade Ferreira.
 
Segundo Ferreira, a oportunidade do crédito de custeio possui juros atrativos, principalmente, para quem planta alimentos que fazem parte da cesta básica. Ele enumera ainda outros benefícios: "possibilita o desenvolvimento local e fixação do homem no campo; a geração de emprego; o aumento da renda e da qualidade de vida do agricultor e de sua família; e a garantia da segurança alimentar. Dessa forma, a exploração extrativista racional do açaí é de fundamental importância para a economia rural paraense, dado que responde pela sustentação econômica das populações ribeirinhas, por se constituir na principal fonte de renda desses agricultores extrativistas para o sustento familiar, bem como por ser um dos principais alimentos do povo paraense, o que requer uma elevada oferta do produto para atender a crescente demanda tanto interna quanto externa", reitera o coordenador de Agricultura Familiar do Basa. Segundo registros oficiais do Banco, somente no  Estado do Pará já foram feitas em torno de 654 operações de crédito de custeio na atividade de açaí, com o montante aplicado de R$ 5 milhões.
 
 
O produtor acompanha de perto o dia a dia de todas as mudas (Divulgação)

Fruto alimenta a mesa e sonhos dos paraenses

Com o auxílio financeiro, Luanderson conseguiu também separar as despesas pessoais das profissionais. Antes disso, os orçamentos estavam apertados e comprometiam a saúde financeira e mental da família. "Ter esse apoio, com uma taxa de juros acessível, tirou um imenso peso das costas de nossa família, haja vista que trabalhamos juntos, como um time, em prol de nossos objetivos. Para conseguir cuidar, minimamente, de nosso pomar sacrificamos diariamente nossas vidas pessoais, tirando recursos de tudo o que fosse possível a nós. Com o recurso garantido para cuidar o ano todo de nosso açaí, nossa vida mudou dramaticamente, pois há mais de três anos não sabíamos o que era fechar o mês pagando todas as nossas contas pessoais. Pudemos focar em nossas vidas pessoais, seguros de que nosso projeto estava com seus cuidados garantidos. E assim estamos trabalhando o ano de 2021, conseguindo separar o pessoal do profissional, ampliando de forma significativa a nossa qualidade de vida e a qualidade do nosso pomar de açaí", garante Luanderson.

Para ter acesso ao crédito do custeio extrativista do açaí, além dos documentos pessoais é necessário não ter restrições cadastrais. Entre outros critérios, também é preciso morar no estabelecimento rural ou em um local próximo e ter estabelecimento gerenciado pela família. Esse último quesito foi de encontro ao desejo do produtor em iniciar um novo negócio. "O Açaí Ouro Negro começou com muita vontade, mas poucos recursos financeiros. Trabalhando em família, juntos, decidimos focar todas as nossas energias e recursos nesse projeto futuro, e assim o fizemos. Nos preocupamos com a forma correta de trabalhar, e fomos aprendendo com especialistas e pessoas com sabedoria do dia a dia, obtivemos todas as licenças e fomos plantando nossas mudas de açaí, que compramos diretamente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)".
 
 O cuidado com o plantio reflete no sucesso da primeira safra (Divulgação)
 
A partir deste ano, interessados no crédito também podem acesso por meio Basa Digital, uma plataforma de software onde o agricultor familiar extrativista do açaí, a partir de uma Assistência Técnica Rural, poderá solicitar ao Banco de forma ágil, do celular ou computador, o financiamento de crédito para atender às necessidades de custeio extrativista de açaí. Dessa forma, é possível aliar a concessão do crédito ao período de safra do fruto.

As potencialidades do açaí são tantas que além de alimento, o ouro negro, que empresta nome ao pomar da família de Luanderson, tem o dia 5 de setembro dedicado a ele, de acordo com a Lei Estadual nº 8.519/2017. Mesmo sem precisar de uma data comemorativa, o fruto invade a mesa dos paraenses, ganha novos rumos com a exportação e segue alimentando sonhos, como os construídos no pomar de Luanderson. "Nosso objetivo inicial é o mercado regional, Santo Antônio do Tauá e toda a região do Pará, que é uma grande amante desse fruto incrível. Não sabemos o que o futuro nos reserva, mas acreditamos que, da mesma forma que o açaí está na vida do paraense desde nossos primórdios, ele estará para sempre na vida de minha familia", garante.

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