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ECONOMIA

Soja estimula o crescimento do agronegócio no Pará

16 Nov 2021 - 09h27Atualizado 17 Nov 2021 - 11h25
Soja estimula o crescimento do agronegócio no Pará - Crédito: Divulgação. Crédito: Divulgação.

A soja é o principal produto agro exportado pelo Pará. O grão coloca o estado entre os 10 maiores exportadores do País, a melhor posição depois de quase 30 anos da introdução da soja em solo paraense. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), 30% do total da área de lavouras é de soja, sendo a de maior representatividade dentre as culturas. Depois da soja, segue no ranking do agronegócio paraense a carne bovina, com 19,54%. Para ter ideia do crescimento significativo, de 2010 a 2020, a área cultivada de soja no Pará expandiu de 85,4 mil para 603.473 mil hectares. 

No cenário nacional, a soja segue como o principal produto da pauta de exportação brasileira, alcançando, em 2020, o volume recorde de 119,4 milhões de toneladas exportadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E o Pará é o segundo maior produtor de soja da região Norte, atrás somente do Tocantins, que em 2018 produziu 2 milhões e 500 mil toneladas.

É nesse ambiente promissor e de vital importância econômica para o agronegócio do estado que Archimedes Ferreira Filho, sócio proprietário das Fazendas Nova Neonita e Nova Venecia, em Paragominas, decidiu investir na nova cultura. Ele conta que escolheu a cidade ainda na década de 80, “início da indústria madeireira, a qual fui um dos pioneiros, e consequentemente investi na aquisição de fazendas para pecuária, as quais hoje são na sua maioria campos de soja". No entanto, no final da década 90, o negócio da madeira em Paragominas começou a entrar em decadência. Foi aí que veio a virada de chave. "Eu e mais 20 empresários, todos da indústria madeireira, resolvemos fazer experimentos de plantio de soja. Assim começou a agricultura em larga escala", explica.

 Segundo a Adepará, 30% do total da área de lavouras em solo paraense é de soja, sendo a de maior representatividade dentre as culturas.

Para Archimedes, o diferencial da soja produzida em Paragominas é "o grande número de revendas de insumos instaladas, campos próprios de produção de sementes e a proximidade dos portos embarque". Além disso, segundo dados da Associação dos Produtores de Soja do Pará (Aprosoja), o negócio é tão benéfico no solo paraense que para cada 100 hectares plantados, é gerado um emprego direto e cinco indiretos.

Investimento em tecnologia e em sustentabilidade

O superintendente regional do Banco da Amazônia (Basa) no Pará e Amapá, Edmar Bernaldino, também observa que o cultivo da soja estimulou a inserção da tecnologia no modo de produção. "Cada vez mais a gente observa o comportamento do produtor na adoção de índices elevados de tecnologia, onde ele potencializa na mesma área fazer  mais de uma safra, temos casos de produtores já trabalhando com três safras por ano. Isso é possível se, ele vier a fazer o uso eficiente de sua área com elevado índice de tecnologia, adotando cada vez mais as melhores práticas na produção de alimentos. Hoje é muito comum enxergarmos produtores produzindo de forma integrada aplicando o conceito de Integração Lavoura-Pecuária,  lavoura-floresta, sistemas agroflorestais, utilização de pivôs de irrigação,  adoção do sistema de plantio direto na palha, de forma que minimize o impacto com o solo", afirma. 

Bernaldino avalia que a chamada agricultura de precisão é um investimento alto e que um dos desafios é incentivar uma escala de produção cada vez maior, por hectare, sem precisar ampliar a área de plantio. O Banco fomenta essa ideia, por meio das linhas de crédito, em especial através do FNO Amazônia Rural Verde. "A gente tem visto, ano a ano, ampliar o volume de operações voltadas para o viés do verde. Isso é muito importante. A gente está induzindo isso diariamente ao nosso cliente, na nossa rede de agências, mas o nosso cliente produtor também tem comprado essa ideia e buscado cada vez mais se adequar aos conceitos do sustentável e do ambiental. A gente está com a missão diária de atender esses produtores que tem investido muito em tecnologia e em práticas sustentáveis também na agricultura", explica.

Além de Paragominas, integram o chamado "Triângulo da Soja" - onde ela está consolidada -, os municípios de Ulianópolis e Rondon do Pará. Mas a soja também é produzida no sul do Pará, em Santa Maria das Barreiras e em Santana do Araguaia, por exemplo, e na região nordeste, com culturas em Goianésia e Tailândia. A produção do grão gera, além do desenvolvimento local, o crescimento da infraestrutura das cidades e a oferta de empregos num cenário de responsabilidade social e ambiental.

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