Leia sobre a FIPA 2026, prejuízos com o clima extremo, presidente do STF no Pará e aparelhagem em aldeia indígena
-
Link copiado
Confira as notícias sobre o encerramento da Feira da Indústria do Pará (FIPA) 2026, prejuízos com o clima extremo, especialmente as chuvas intensas; presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, no Pará, e aparelhagem Tupinambá toca em aldeia indígena.>
FIPA 2026 teve participação de cerca de 40 mil visitantes
A XVII Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026), maior feira industrial da Amazônia, contou com a participação de cerca de 40 mil visitantes nos quatro dias de programação. O evento reuniu expositores dos mais variados setores econômicos, proporcionando rodadas de negócios e debates técnicos sobre o futuro da Amazônia e práticas sustentáveis para a manutenção do meio ambiente.>
Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, a parceria entre setor produtivo e o Poder Público fortalece o ambiente de negócios e ampliar os investimentos na industrialização do Estado, estimulando o interesse empresarial no Pará. “Nós temos muito orgulho de encerrar a 17ª edição comemorando e festejando esse ambiente de negócios que melhora a cada dia”, comemorou.>
Desenvolvimento econômico e sustentável da Amazônia em pauta
A XVII Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026), que se encerrou neste sábado (23), no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, discutiu temas como economia amazônica, promovendo debates sobre sustentabilidade, inovação, energia e mineração, entre outros.>
Durante o evento, também foi realizado o congresso técnico, com diversos painéis e debates com a participação de profissionais ligados à indústria. Entre os destaques do congresso, o painel “Oportunidades, Bens, Serviços e Inovação no setor de Petróleo e Gás para as empresas do Pará” e outro que discutiu o papel da mulher no contexto amazônico, ocasião em que também foi lançado o estudo “Mulheres na Economia do Pará”.>
A FIPA 2026 também promoveu debates sobre economia circular, com o painel “Juruti e a economia circular: parcerias que impulsionam o desenvolvimento sustentável” e sobre clima, práticas sustentáveis, competitividade e inovação nos painéis “Palma Sustentável – competitividade, rastreabilidade e o papel da Amazônia no mercado global” , “Indústria Criativa e Inovação: onde Cultura, Tecnologia e Negócios se Encontram” e “Clima, Natureza e Sociedade no centro da indústria da alumina”, apresentado pelo vice-presidente sênior e CEO da Hydro Bauxita & Alumina, Carlos Neves.>
Feira: oportunidade de negócios e emprego
A FIPA 2026 foi uma oportunidade para a geração de negócios, especialmente a chamada “rodada de crédito”, que aproximou as empresas das instituições financeiras que podem financiar projetos, oferecendo crédito para a expansão dos negócios.>
A Feira também proporcionou oportunidade de empregos, com o Talent Day, promovido pelo Instituto Euvaldo Lodi, mediante cadastro de currículos para estágio e emprego, uma oportunidade para quem está tentando entrar no mercado.>
A FIPA 2026 recebeu diversas atrações musicais gratuitas para o público, que teve oportunidade de visitar exposições, arena gastronômica e conhecer projetos voltados à inovação e desenvolvimento sustentável da região.>
Cresce presença feminina no setor de mineração
O Projeto Salobo já ultrapassou a marca de mil mulheres empregadas em 2026, com investimento pesado na formação de profissionais femininas, especialmente no transporte de minério em caminhões de grande porte. Atualmente, as mulheres representam 29,48% do total de empregados próprios da operação, como resultado da iniciativa da Vale Metais Básicos, com os projetos “Salobo Mil” e “Mulheres na Direção”, que têm por objetivo ampliar a presença feminina no transporte de cobre no Pará.>
Em relação a 2022 - ano em que a empresa iniciou uma estratégia voltada à ampliação da presença feminina nas operações brasileiras - o percentual de crescimento da participação das mulheres é de 14,48%. O índice também é maior que a média nacional do setor mineral, com base em dados do Relatório de Indicadores 2024 do Women in Mining Brasil, segundo o qual a participação feminina na mineração brasileira já é de 22%.>
Clima extremo custa quase US$ 3 bi para empresas e chuvas dão prejuízos de US$ 1,5 bi
O que se vê hoje em Belém é uma prova do descontrole total do clima, com o período de chuvas intensas entrando no mês de maio, quando tradicionalmente o tempo chuvoso cessa e o verão amazônico dá as caras. Segundo nova análise do O CDP (antigo Carbon Disclosure Project) - organização global sem fins lucrativos que administra o principal sistema independente de divulgação e transparência ambiental do mundo – os eventos climáticos extremos estão provocando impactos financeiros materiais em toda a economia global.>
Empresas reportaram que esses eventos já causaram quase US$ 3 bilhões em perdas reais em 2025, principalmente devido ao aumento de custos diretos e paralisações operacionais. As chuvas intensas foram o principal fator isolado dessas perdas, representando US$ 1,5 bilhão entre as empresas respondentes. Segundo o CDP, o custo médio dos riscos por empresa foi de US$ 39,4 milhões, em comparação com apenas US$ 3,1 milhões para mitigá-los — quase 13 vezes menos. E no futuro, os números devem aumentar significativamente.>
Aparelhagem se apresenta pela 1ª vez em aldeia indígena, no Pará
A aparelhagem Tupinambá fez uma apresentação histórica, neste sábado (23), na aldeia Kupekatê Kyikatêjê, no Pará. Foi a primeira vez que uma aparelhagem se apresentou em uma aldeia indígena. Além do DJ Dinho, outros DJs da aparelhagem também participaram do evento.>
A apresentação aconteceu durante a Festa da Castanha Nova, na Aldeia Kupekatê Kyikatêjê, pertence ao povo indígena Gavião (etnia Timbira), localizada na Terra Indígena Mãe Maria, no município de Bom Jesus do Tocantins, sudeste do Pará, promovendo um encontro entre tradição, tecnologia e música popular amazônica.>
Presidente do Supremo Tribunal visita o Pará
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Pará (Seap) entregou, nesta semana, a fábrica de artefatos de concreto, como bloquetes, instalada na Unidade de Custódia e Reinserção (UCR) do município de Breves. A iniciativa resulta de parceria entre a Seap, a prefeitura de Breves, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA).>
A cerimônia contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin; do vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), desembargador Luiz Gonzaga Neto; do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, juiz auxiliar da presidência do CNJ, Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi; e do prefeito de Breves, Xarão Leão, entre outras autoridades.>
Decisão sobre a Ferrogrão fortalece segurança jurídica, avalia a Fiepa
A Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) considera positiva a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou a lei que ajustou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, abrindo caminho para a retomada dos estudos e procedimentos necessários à implantação da Ferrogrão.>
A decisão, diz a Fiepa em comunicado, “é importante porque traz segurança jurídica a um projeto estratégico para o País, sem afastar as exigências ambientais que devem orientar sua implantação”, ponderando que o STF não autorizou automaticamente a construção da ferrovia, “mas reconheceu que a lei é constitucional e que a viabilidade do empreendimento deve ser analisada no processo próprio de licenciamento ambiental, com estudos técnicos, avaliação dos impactos, participação dos órgãos competentes e respeito às comunidades e áreas protegidas”.>
Via crucis para conseguir a aposentadoria
Amontoam-se na assessoria jurídica da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) os processos dos servidores de vínculo não-estável, impedidos por lei de se aposentarem pelo Igeprev.>
Há anos aguardam solução para o problema. Alguns casos também tramitam na Vara da Fazenda do Tribunal de Justiça do Estado (TJE). Enquanto isso, os servidores têm que aguardar a solução no batente, alguns já com quase 70 anos de idade, ainda esperando pela tão sonhada aposentadoria.>
Justiça restringe tráfego de caminhões grandes nas pontes sobre Rio Itacaiúnas, em Marabá
A Justiça Federal determinou a restrição da circulação de veículos de carga de grande porte - como carretas, bitrens, rodotrens e treminhões - nas pontes sobre o Rio Itacaiúnas, na BR-230, em Marabá, sudeste do Pará. A medida visa a aumentar a segurança da população e reduzir os congestionamentos em uma estrutura que já apresenta problemas estruturais, reconhecidos pelo próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).>
A decisão da 1ª Vara da Subseção Judiciária de Marabá, assinada nesta semana, atende pedidos feitos pelo Ministério Público Federal em ação civil pública contra o DNIT e a União. A restrição valerá de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h, e aos sábados, das 7h às 14h. O DNIT tem prazo de 15 dias para instalar a sinalização necessária e divulgar as novas regras.>