Nos Estados Unidos, Helder anuncia edital de restauro florestal para São Félix do Xingu, no Pará

Em Nova Iorque, onde participa da programação anual “Climate Week NYC”, nos Estados Unidos, o governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou nesta terça-feira, 19, o lançamento do primeiro edital de concessão para a restauração florestal no estado. A medida terá a parceria da iniciativa privada, e pretende restaurar...

Publicado em 20 de setembro de 2023 às 11:43

Em Nova Iorque, onde participa da programação anual 'Climate Week NYC', nos Estados Unidos, o governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou nesta terça-feira, 19, o lançamento do primeiro edital de concessão para a restauração florestal no estado. A medida terá a parceria da iniciativa privada, e pretende restaurar uma área de 11 mil hectares em São Félix do Xingu, município do sudeste paraense.

'É muito simbólica essa primeira concessão porque é uma área grilada, de proteção ambiental, e em um dos territórios de maior conflito florestal do Pará, que é o município de São Félix do Xingu, o que mais emitiu gases de efeito estufa. Nós recuperamos essa área, reestabelecemos o domínio, fizemos o estudo do bioma e estamos nos estruturando para fazer a primeira concessão de restauro', informou o governador durante o painel 'Negócios Para a Natureza', que integra a programação anual promovida pela ONG Climate Group, cujo objetivo é propor ações de curto prazo para reduzir os impactos no clima. 

Helder ressaltou que os estados subnacionais têm um papel decisivo na retomada da agenda de sustentabilidade do Brasil, reafirmando o protagonismo conquistado nos últimos anos, especialmente pelo Pará. 'Temos a missão de entregar, até 2025, um cenário que não dialogue com nenhuma irregularidade ambiental, algo absolutamente inegociável para nós. O Brasil precisa chegar em 2025 com um cenário melhor, e os números nos mostram que é possível alcançar, a exemplo das constantes reduções do desmatamento, que têm sido bastante significativas. O Pará, no último mês de agosto, reduziu os alertas de desmatamento em 70%, e já nos primeiros dias de setembro em 78%, em comparação ao mesmo período do ano anterior, caminhando para fechar o ano de 2023 com uma importante entrega nessa agenda', reiterou o governador.

Redução e restauração 

Ele voltou a enfatizar a necessidade de garantir a transição do uso do solo com um novo modelo econômico para a Amazônia, que pode surgir do cenário proporcionado pela COP 30 (conferência mundial sobre o clima) em Belém e da agenda de sustentabilidade. 'Floresta viva, que consiste em biodiversidade e em bioeconomia, deve ser vista dentro da lógica das concessões florestais, de restauro. Não é possível imaginar que somente com a redução do desmatamento será possível zerar as nossas emissões. Portanto, a urgência posta é de redução de desmatamento e também de restauração das áreas antropizadas (já modificadas pela ação do homem)', reiterou.