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INCÊNDIO CRIMINOSO?

Áudio coloca em xeque ação da Polícia Civil que prendeu quatro brigadistas em Alter do Chão

01 Dez 2019 - 18h29Atualizado 01 Dez 2019 - 23h26Por Da Redação
Áudio coloca em xeque ação da Polícia Civil que prendeu quatro brigadistas em Alter do Chão - Crédito: Reprodução / Youtube Crédito: Reprodução / Youtube

Em áudio inédito obtido pela Repórter Brasil, o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar (DEM), teria declarado ao governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), que o incêndio ocorrido em Alter do Chão foi causado por “gente tocando fogo para depois fazer loteamento, vender terreno” e que essas pessoas teriam o apoio de policiais. As informações são do portal Repórter Brasil.

A gravação indica que Aguiar e Helder Barbalho tinham ciência de que o local atingido, na região do Lago Verde conhecida como Capadócia, seria “uma área de invasores”. No áudio, Aguiar diz que “tem policial por trás, o povo lá anda armado” e pede a intervenção do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar para “identificar esses criminosos”. O contato teria sido feito no dia em que um incêndio de grandes proporções atingiu a Área de Proteção Ambiental de Alter do Chão, em 15 de setembro de 2019.

A fala do prefeito coloca em xeque o inquérito da Polícia Civil, que prendeu na terça-feira, 26, quatro voluntários da Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão. Eles foram acusados de terem iniciado o fogo. Além disso, o áudio confirma a linha de investigação do Ministério Público Federal, que aponta que o incêndio em Alter do Chão foi provocado por grileiros interessados em vender lotes de terra.

Procurado pela Repórter Brasil neste domingo, 01,, Aguiar confirma o envio do áudio a Barbalho, e diz que “o governo respondeu prontamente, ainda pela manhã do domingo em que ocorreu o incêndio. Chegou Polícia Militar, chegou Corpo de Bombeiros e à tarde chegaram soldados do Exército”.

“Não afirmei que alguém teria tocado fogo no áudio que mandei para o governador, falei que é uma área de conflito desde 2015 e que tem uma pessoa foragida. Uma área perigosa, uma área de conflito e que a suspeita do incêndio era criminoso. Eu não sou polícia, sou prefeito, não tenho poder de investigação, nem de mandar na polícia”, afirmou.

Quando questionado sobre a prisão dos brigadistas, o prefeito afirma que não poderia interferir em um inquérito da Polícia, destacando que a ordem de prisão partiu do Judiciário. “Executivo não tem que interferir no Judiciário”.

Aguiar também afirmou que foi um dos primeiros a chegar ao local das queimadas. “Fui o primeiro a chegar na área, encontrei os brigadistas, estavam só eles, umas 10 pessoas. E fomos lá ver se estavam precisando de ajuda, e acionei todo mundo para ajudá-los, sempre mantendo informado o governador, mandando áudios para ele”. O prefeito diz que também pediu que a Polícia Federal e a Polícia Civil investigassem a grilagem de terras e a especulação imobiliária em Alter do Chão. 

Após a publicação da reportagem, o governo do Estado do Pará confirmou que recebeu o áudio de Aguiar. “Assim que recebeu a solicitação [do prefeito], o governador Helder Barbalho determinou que o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar dessem suporte à operação de combate ao incêndio – o que foi feito. Todos os recursos foram disponibilizados, inclusive aeronave de combate a incêndios florestais da PM”, diz a nota, destacando que a troca do delegado ocorreu porque o atual é especializado em crimes ambientais, o que não ocorria com o anterior. “É fundamental que o Estado chegue aos autores, que devem pagar pelos crimes cometidos”, ressalta.

A prisão dos brigadistas gerou reações de organizações da sociedade civil e também de autoridades. Dois dias após a prisão, o governador do Estado trocou o delegado da Polícia Civil responsável pelo caso e o Ministério Público pediu acesso ao inquérito. Na quinta-feira, 28, os quatro brigadistas foram soltos a pedido do mesmo juiz que havia autorizado a prisão, Alexandre Rizzi.

Com informações do portal Repórter Brasil.

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