Leia sobre Belém abandonada, Plano Diretor e riscos em barragens da Mineração Rio do Norte
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Confira as notícias sobre a cidade de Belém abandonada, tomada por buracos e lixo; tentativa de negociar Plano Diretor da capital e estudo que aponta riscos em barragens de rejeitos de bauxita da Mineração Rio do Norte, a exemplo de Brumadinho e Mariana.>
A cidade está abandonada pela Prefeitura de Belém
Belém parece que não tem jeito mesmo, principalmente quando serviços essenciais e básicos para a população deixam a desejar, como é o caso da coleta domiciliar de lixo e de entulhos, a cargo da empresa Ciclus Amazônia, contratada pela Prefeitura de Belém, alvo de muitas reclamações por parte da população, uma vez que a coleta de resíduos não ocorre com a frequência necessária.>
Ao fim e ao cabo, o que se verifica é que a cidade está abandonada pelo prefeito Igor Normando, pois não somente o acúmulo de lixo nas vias agrava problemas de saúde, mas ruas alagadas e bueiros entupidos prejudicam a drenagem urbana, além de buracos nas vias que impedem a mobilidade e fluidez do trânsito.>
Ciclus demora a fazer coleta de lixo na Bernardo Sayão
Um dos locais afetados pela demora na coleta de lixo é a rua Bernardo Sayão, no Jurunas, próximo ao Porto Bom Jesus, onde se verificam acúmulo de detritos, restos de construção, móveis descartados e materiais domésticos espalhados ao longo da via.>
Os moradores denunciam que os caminhões de coleta da Ciclus demoram dias para passar novamente, permitindo o acúmulo de materiais descartados no local. Diante do quadro de abandono e descaso, os moradores fizeram protestos, interrompendo o trânsito no perímetro, na tentativa de chamar a atenção da prefeitura.>
Plano Diretor é alvo de interesses de grupos
Não bastasse o abandono a que está relegada a cidade de Belém, comenta-se à boca pequena a existência de interesses escusos de grupos imobiliários, que querem porque querem negociar o Plano Diretor de Belém. O objetivo – é claro! – obter vantagens indevidas com a aprovação de mudanças de seu interesse na Lei a toque de caixa. Pelo sim, pelo não, é bom ficar de olho...>
Estudo aponta riscos em barragens da Mineração Rio do Norte, em Oriximiná
Estudo divulgado há cerca de uma semana alerta que comunidades ribeirinhas e quilombolas que vivem em áreas próximas a barragens de rejeito de mineração de bauxita, em Oriximiná, pertencentes à Mineração Rio do Norte (MRN), podem estar correndo perigo, a exemplo do que ocorreu em Brumadinho e Mariana, mesmo em área de preservação ambiental na Amazônia>
O relatório foi divulgado pela organização Voices, apontando uma subestimação dos riscos da estrutura dessas barragens. O estudo foi elaborado pelo geofísico Steven H. Emerman, que analisou informações fornecidas pela própria empresa à Agência Nacional de Mineração (ANM), documentos públicos e planos de emergência das barragens, segundo divulgou o portal Brasil de Fato.>
A conclusão é de que a população e a natureza podem estar mais expostas do que se imagina: “há inconsistências em classificações de risco, métodos construtivos, modelagens de rompimento e medidas previstas para proteger comunidades potencialmente atingidas”.>
Modelo adotado é o mesmo das barragens de Brumadinho e Mariana
O modelo de barragem adotado pela Mineração Rio do Norte (MRN) está proibido no Brasil desde 2019, após os rompimentos em Mariana e Brumadinho. A pesquisa aponta que o método de alteamento a montante pode ter sido usado em mais estruturas da MRN do que indicam os registros atuais do órgão regulador, segundo o relatório.>
O estudo conclui que nenhuma das versões analisadas dos planos de emergência apresenta medidas concretas para reduzir os impactos sobre as comunidades antes ou depois de uma eventual falha das barragens.>
A MRN afirma, por sua vez, segundo a publicação do Brasil de Fato, que esses temas continuam contemplados em documentos complementares aos planos de emergência e que suas estruturas estão seguras, possuindo Declarações de Condição de Estabilidade vigentes. Afirma que mantém monitoramento 24 horas, inspeções diárias, medição por satélite e mais de mil sensores instalados e sirenes acionadas remotamente, seguindo os critérios definidos pelos órgãos reguladores.>
Pagamento de bolsas em atraso na UFPA
Alguns serviços de monitoria na Universidade Federal do Pará (UFPA) estão com o pagamento da bolsa de estudos em atraso já faz algum tempo, sobretudo nos cursos de pós-graduação.>
Ninguém aponta culpados: se a própria instituição ou se a falta de pagamento é decorrente de atraso nos repasses do governo federal.>
Arquidiocese pede consideração ao “espírito cívico-nacional” durante a Copa
A Arquidiocese de Belém decidiu não orientar as paróquias sobre os jogos da Copa do Mundo 2026. Na reunião do Clero para tratar do assunto, o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Júlio Akamine, apenas lembrou que as decisões dos párocos serão respeitadas, mas mandou seus comandados levarem em consideração o espírito cívico-nacional do momento - recado dado diretamente e sobretudo aos padres estrangeiros que participaram da reunião.>
O arcebispo disse ainda que, considerando o horário dos jogos, praticamente não haverá coincidência com missas ou outras atividades pastorais.>
Expediente nas escolas só até 18h em dias de jogos do Brasil
No que tange à coincidência de aulas nas escolas das redes municipal e estadual de ensino nos horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo, o prefeito Igor Normando e a governadora Hana Ghassan tomaram uma decisão: limitaram o expediente, nos dias de jogos da Seleção Brasileira, somente até as 18 horas.>
Combate à mineração ilegal de ouro na Amazônia em debate
Representantes do Ministério Público Federal (MPF) reuniram-se nesta semana, na sede do Itamaraty, em Brasília, com a delegação da Relatoria Especial sobre Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Redesca) da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que prepara um relatório regional sobre mineração ilegal de ouro na Amazônia.>
O objetivo é observar diretamente a situação dos povos indígenas e das comunidades afetadas pela atividade ilegal na região, promovendo o diálogo com autoridades governamentais, sociedade civil e populações locais. Por esse motivo, os membros do MPF apresentaram o panorama das ações institucionais e os desafios estruturais enfrentados no combate ao garimpo nos estados do Amazonas, Roraima e Pará.>
Seminário discute segurança e proteção ambiental na Amazônia
O Comando Militar da Amazônia Oriental (CMAO) concluiu, nesta semana, a segunda edição do Seminário de Segurança e Defesa da Amazônia. Durante dois dias, o evento reuniu representantes das Forças Armadas e auxiliares, pesquisadores, professores e estudantes para discutir os desafios e oportunidades da Amazônia no contexto pós-COP30.>
A abertura contou com a presença do Comandante Militar da Amazônia Oriental, General de Exército José Ricardo Vendramin Nunes, além de autoridades militares, representantes de instituições de ensino superior e centros de pesquisa parceiros, entre eles UFPA, UFRA, Evandro Chagas e Cesupa.>